A Garganta da Serpente
Veneno Crônico crônicas
  • aumentar a fonte
  • diminuir a fonte
  • versão para impressão
  • recomende esta página

Diz não à droga e à mentira

(Jorge Humberto)

Repugna-me a mentira, desde sempre, pois que com ela vivi, por interesse, durante anos e anos, dela tirando proveito, para meu vício, embora mesmo, nessa altura, me sentisse desconfortável e como que, se eu, em verdade,não fosse eu, mas outra pessoa qualquer, tal a vergonha, feita tormento.

E quando por fim, depois de uma intensa luta, ora ganhando ora perdendo, a liberdade, enfim, alcançando, jurei, para mim mesmo, nunca mais, em parte alguma, ante nada nem ninguém, usar de mentira, como pretexto a levar, daí em diante, pela minha vida.

Quem comigo está, entende-me bem e sua solidariedade, logo por mim, foi imediatamente reconhecida, assim como sua compreensão e enorme honra, demonstrando-me a conquista, de uma humanidade resgatada, do fundo de um poço.

Todo o vício é uma mentira, feita de ilusão… uma ilusão bem efémera, de alguns meses, até que vem a manhã, em que acordas doente.

Daí em diante, deixas de ser tu, para seres um autêntico boneco, nas mãos dos infames traficantes, que não têm verdade em suas bocas, pois que lhes corre, toda a espécie, de falsidade, no sangue.

Terás de ser tu, o que sofre e a seus faz sofrer, a ter tento a tudo, quando pela mentira, de ti fazem uso e recorreres, a todo o teu carácter, que, continua, a ser benigno, para dizeres, "não mais", a esta
"não vida", que te leva dignidade e humanidade, vivendo pelo embuste, para conseguires, o maldito sustento.

A força está em ti. A mentira, nos que de ti, se aproveitam, sem qualquer toque de consciência. Pois então, não sendo fácil, não és tu o mentiroso, mas aquele, que de teu ser verdade, a ti se insinuo-o, chamando-te de amigo e dizendo-se igual a ti.

(05/05/09)

Copyright © 1999-2017 - A Garganta da Serpente