| Jorge Humberto |
  |
A formiga e a palavra
(Jorge Humberto)
Palavras são como formigas.
É através da sistemática e repetida,
construção, de seus ninhos,
de território em território, que
as formigas vão adquirindo,
conhecimento, através de uma
memória comum, fazendo-as evoluir,
para o seu bem-estar e o da colónia,
de cada vez mais renovada.
Muitas vezes violentados, os ninhos,
socorrem-se de sua bravura,
levando-as a nunca desistir, de
propagar, entre, umas e outras,
o que aprenderam, com o tempo,
transmitindo-lhes a sabedoria,
que não pactua, com o desleixo,
e faz sobressair a compreensão e
a perfeição, tal qual a palavra dita.
Pedaço a pedaço, movendo a terra,
elegem a comunicação, como
forma de equilíbrio e de um esforço,
conquistado pela perseverança,
numa insistência, levada até aos limites,
que faz destes pequenos seres,
formas de vida inteligentes, trabalhando
dia e noite, para alcançarem, através da
informação, as recuperadas casas.
Quando a palavra é feita de verdade,
e, sai à rua, escolas e postos de
trabalho, sendo flexível, para aceitar
algumas divergências, nunca fugindo,
de seu estatuto predominante,
fazendo-a lutar, pelo que considera
ser, o mais ideal, no exacto momento,
onde espalha a sua imensa ciência,
é tal qual as formigas
nunca dorme.
(24/01/09)
xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx
646 visitas desde 31/03/2009
|