A Garganta da Serpente
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A resposta é um bicho
(Igor Machado)


Como não chorar naqueles dias em que tudo é distância? Perceber o sonho fugindo de nossas mãos. Perceber o sonho ser arrancado a força do peito. Sem ter socorro dos deuses e anjos, e com medo de recorrer aos demônios nossos de cada dia...

Difícil não desanimar, difícil seguir adiante... Retornar na estrada é uma tentação, já que tudo no passado é previsível. Mas a previsibilidade mostra sua outra face e condena a volta e os medos. Impulsionando essa caçada na selva das incertezas. Impulsionando a busca pelo bicho mais reservado da floresta, o bicho resposta. Tal bicho que vive fugindo de nossa arma mais destrutiva e certeira, a arma por quê.

Os ritos, tradições, referências... Como ficam? Como ser diferente num mundo em que a homogeneidade é exaltada. Onde o exaltado pão nosso de cada dia nutre somente o corpo e esquece o espírito. Ovelha negra, patinho feio, filho bastardo, filho de chocadeira, drogado, louco... Com quantos rótulos se desiste de um sonho? Quantos litros de lágrimas são suficientes para inundar um desejo vindo do coração? Com quantas mortes se faz uma vida? Por que? Por que? Por que... Armas até os dentes! E nada do bicho resposta dar o ar da graça.

Hoje à tarde, um menino que se dizia extraterrestre foi além dos parâmetros da terra. Foi atropelado pelo tempo e pelo sonho. Teve uma taquicardia, seu nobre-coração-pobre sucumbiu aos desejos da juventude. Os limites nosso de cada dia, sufocaram o pobre-coração-nobre do menino. Os limites nossos de cada dia sufocaram mais uma vontade de viver e ajudar o mundo. Sufocaram um mundo paralelo e belo.

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A resposta é um bicho

Mais que nunca "meu partido é um coração partido"

 

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