A Garganta da Serpente
Veneno Crônico crônicas
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Sociedade em decadência

(Haroldo P. Barboza)


A sucessão de escândalos nacionais envolvendo figuras deprimentes da nossa política forma uma pirâmide de lama fétida que está corroendo as estruturas das entidades ora desacreditadas. Principalmente as câmaras públicas seguidas de perto pelos palácios regionais da Justiça. E atropelando por fora, chegam os sindicatos que outrora defenderam os interesses dos trabalhadores e que agora defendem os empresários.

O desrespeito está se alastrando sem controle entre os jovens que passam a acreditar que está tudo liberado e a desesperança de seus responsáveis está aumentando por perceberem que o futuro de seus herdeiros se mostra mais horrendo do que o suportável apesar de algumas tentativas de colocá-los num bom caminho. As famílias que se acomodaram enfrentam uma luta desigual contra os amigos de esquina que distribuem drogas entre seus herdeiros largados sob a vigilância de games explosivos.

Por esta tendência, jovens agridem índios, domésticas, lésbicas, gays e assemelhados. Fumam drogas a céu aberto, estupram menores e executam corridas noturnas de carros nas ruas das cidades na certeza de que nada acontecerá, pois a Justiça está sucateada e é fácil de ser "amaciada". Basta-nos ver com que facilidade os perigosos detentos usam celulares em suas celas nas prisões, como se fossem seus escritórios. Adolescentes que queimam índios e afogam colegas nas piscinas estão livres e alguns já montaram consultórios!

Só falta descobrirmos dentro de quantos anos (até quando a mídia pesada puder iludir os esfomeados) a convulsão social violenta eclodirá em territórios sacrificados penalizando milhares de inocentes arrastados para uma luta que não desejaram e não terão recursos para conter. Nem salvar seus herdeiros desprotegidos.

E mesmo embutido neste cenário de horror, certamente a tv lançará um "show da realidade" dentro de algum prédio abrigando habitantes desesperados pelas balas cruzando sobre suas cabeças disparadas por meia dúzia de meliantes que dominam as favelas inchadas que agora contornam os luxuosos condomínios. O último sobrevivente receberá um polpudo prêmio de U$ 1 MI. Deve ser suficiente para cobrir as despesas com os enterros dos parentes falecidos.

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