| Celso Cavalcanti |
  |
De Humanos e ETs
(Celso Cavalcanti)
De vez em quando somos surpreendidos com notícias que mostram o quanto
ainda temos a descobrir sobre este mundo em que vivemos. Há cerca de
um ano, a mídia internacional relatou o "assassinato" de um
suposto ET, a pedradas, no Panamá. Alguns rapazes estavam na beira do
rio quando viram uma criatura bizarra: corpo rosado e sem pelos, grandes garras
nas patas - mãos? - dianteiras, cara de ET, jeitão de ET. Não
deu outra. Entre assustados e eufóricos, decidiram atirar a primeira
pedra. E a segunda, terceira, quarta...
Nos dias seguintes os jornais estamparam a foto do cadáver alienígena,
ainda com a expressão agonizante no rosto. Cientistas de várias
partes do planeta correram até o Panamá. Seria um ET, um bicho-preguiça
albino, ou simplesmente algum animal que prefere viver às sombras e que,
pela primeira vez desde que o mundo é mundo, resolveu dar o ar da graça?
Seja qual for a resposta, se deu mal. O ser humano não está preparado
pra essas esquisitices. Na dúvida, pedra no desconhecido.
Aqui no Brasil, pouco tempo depois, pescadores fisgaram, nas águas mornas
do litoral baiano, um peixe nunca antes visto na história desse país.
Ou melhor, do mundo. Um bichão com cerca de 1,80m de comprimento, corpo
gelatinoso, desprovido de pele ou escama, e, segundo os pescadores, sem carne
também. Eu, hein!? Um ET aquático?
Um biólogo que acompanhou o caso disse que a "coisa" estava
numa profundidade aproximada de mil metros, e que, nessa região, de fato
é possível viverem ainda muitas espécies desconhecidas
do homem. O peixão transparente morreu, é claro, mas pelo menos
teve mais sorte que o ET panamenho: foi levado inteiro para ser estudado num
laboratório.
Faz muito tempo que os ufólogos gastam horas e horas observando o espaço
à procura de ETs. Mas, pelo visto, eles estão bem mais perto do
que pensamos. Ou seríamos nós os invasores?
211 visitas desde 24/02/2011
|