A Garganta da Serpente
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Amazônia
(Arnaldo Massari)

Na vertical ou na horizontal? Em verde ou amarelo?

Entra ministro, sai ministro, continuando em sinistro a insana derrubada. O coibir na mesma proporção em que as árvores caem. As seguidas apreensões, sempre no tardio do evitar, apenas ratificando a devastação.

As madeireiras são mais fortes do que as consciências que não lá enxergam. Superam, em ataque, os canhões e os fuzis das Forças Armadas.

- Não derrubem o meu ninho, sou pequeno passarinho. As vacas e a soja estão invadindo o meu último refúgio.

A falta de visão ao do médio prazo, calcada numa certeza de grandeza infinita que suporta agressões, porém, inconseqüente e falsa, permite que meia dúzia de aventureiros, que não saberiam afirmar à luz do tino por que existem, mandem e desmandem no que ainda restou de valioso no ecossistema do planeta. - Como isso é possível em repetires contínuos, nos tácitos de uma realidade visual? Interferentes sedimentados no peculiar da ausência e do isento às zelosas ações que fossem, pelo menos, mesmo em acanhado, espectros eminentes mais sisudos.

O assunto tem implicação climática transcendental. Foge do conceito menor de pátria, de fronteira. Entenda-se ou não! Alcança o patamar de todos que, em pé ou sentados na bola, parasitos ou não, poderão quedar-se deitados, em antecipado, pelos desandes das temperaturas.

Contudo, o assunto tem os seus entremeios para um contexto amplo e avançado, onde o conjunto de viveres e as regras mundiais são agentes. Como contemplar a selvagem creofagia humana? Cada vez mais com os seus maxilares ávidos por carcaças, num seguir incontestável em que a formiga comerá o elefante!

Inapelavelmente aos comparativos e aos juízos, os abusos das minorias mundiais deveriam ser combatidos. Aplacados na sua gula e nos seus desmandos e desmerecimentos. Abusos no Poder, usura, burrice e insolência. Cegueira ao de ver horizontes maiores. Os chamamentos à razão, cada vez mais em cruentos, clamam por essa ordem mundial de vozes.

Não é possível que barris de petróleo escravizem a Humanidade. Somente escorpiões conseguem viver no árido da areia. Quando assim acontecer na Amazônia, os desvalidos não terão o refúgio financeiro que os deslavados de há muito já conseguiram. Entretanto, talvez, agora, o risco seja para todos. Estejam perto ou longe da clorofila, em palafitas ou nos palácios...

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