| Arnaldo Massari |
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Clarezas e certezas
(Arnaldo Massari)
O apelar ao do sexual pode ser em mudo, em verbal ou em textual.
Certa mudez, entretanto, pode trazer um glossário de motivações,
dificilmente sobrepujado por um melhor de escrito ou de verbalizado. Bastam
que os anais do silêncio sejam bastante ilustrativos e convincentes.
Através da voz, irá depender o da oratória. As alocuções
podem não ser suficientes em eloqüência, mesmo sob a premência
do em ser conquistado. Nesses casos, houve atropelo de apelo, faltando em palavras
e sobrando em prolixos.
O de uma motivação por intermédio de textos, levando uma
mensagem de grilagem, é muito formal e pouco animal. Escrever em inaudito
não garante ao dizer. No caso, palavras em vozes ou em frases são
pipetas, são provetas. Pode dar química ou não.
Os ditos ou os escritos em beleza física, mesmo trazendo o analfabetismo
em sublimidade, é o que mais motiva os desabotoares. O do gramatical
pouco importará, se ao do sexual muito aportar.
Acontecendo, entra-se no lingüístico do ato. No verdadeiro refinamento
daqueles frasais, até então meramente acadêmicos. É
o momento de nada em redação e pouco de falação.
O idiomático não seria, na ocasião, um bom sintomático.
Talvez, verdadeira descaracterização. Poucos tiram a roupa para
conversar.
Sons e olfatos de respiração, os tatos tomam conta do ambiente.
Os instrumentos são descobertos. Respeitosamente, em pianíssimo,
começam os Cantos Gregorianos por debaixo dos panos. Num andamento que
poderá ir até ao vivace.
Nessa sinfonia, o que não pode haver é qualquer desafinação
ou acordes prematuros. Com a mulher, ocorrendo, não muda o compasso.
Entretanto, cordas frouxas acabam com qualquer musical; ou não?
Fato é que o tal do sexo é muito complexo. Muito irá depender
dos participantes e do de como se entregaram. Não há cartilha
ou dicionário de procederes. Não há jeito ou posição.
Apenas e, simplesmente, no legítimo, as coisas da pele e da intenção.
Remuneratórios e, ao do interesseiro, são os fora à parte...
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