| Arnaldo Massari |
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Nada consta
(Arnaldo Massari)
Vamos adentrar a História, procurando ações e glórias
em homens e mulheres.
Não será uma pesquisa com bons resultados, caso busquemos aqueles
acontecimentos permanentes de conquistas e de confrontos, de gozo e de poder,
em identificação da justiça e da solidariedade.
Invariavelmente, matrizes masculinas sempre contribuíram para a discórdia
e o descaminho, desde o limiar das mais distantes avaliações.
O egoísmo psicossomático, a paranóica prepotência
e a vaidade desmedida sempre foram as constantes que carrearam para a tal vida
sofrida que todos conhecem e, em destaque, as mulheres.
Nesse elenco do baixo protuberante exclui-se, por valor, um limitado de homens
que contribuíram para o Saber e para a Ciência. Um pequeno contrapeso
favorável a todos os méritos, mas, apesar de valiosíssimo,
nunca se sobrepôs em número suficiente para abrandar ou neutralizar
uma caminhada invariável que se sucede rigorosamente, desde as calendas
gregas, ou, ainda, de antes!
Nesse longo de séculos e de ciclos, pouquíssimas mulheres estão
no romanesco do histórico. Quando lá aparecem, quase sempre tiveram
os seus brilhos ofuscados ou punidos.
Não é brincadeira ver-se e sentir-se que esse desdobrar é
coisa imutável dos rábulas que se intitularam ao equilíbrio
em prova e prover. Nunca houve isenção que estivesse devidamente
comprovada em reais resultados ou mudanças. Talvez, seja algo intrínseco
dos cromossomos e dos domos da lucidez masculina.
Civilizações se sucederem, sem que nunca, efetivamente, tenha
sido cogitado aos homens apearem dos seus principais desejos e intuitos de mando
em favor exclusivamente das mulheres.
Por que não deixar a altivez, a prudência e o comedimento feminino,
de uma vez por única, tomar conta do Mundo por inteiro? Por que não
esse revezamento, pois em todos os momentos, nada constou contra as mulheres?
Vamos mudar a História para as flores e para as cores, para o carinho
e a emoção verdadeira, já que o fracasso masculino foi
mais do que configurado em todas as contemporaneidades?
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