| Arildo Marques |
  |
Ali baba os 40 ladrões
(Arildo Marques)
O fato de ter sido o filho único, não quer dizer que tenha sido
mimado, pois nunca adormeci com cantigas de ninar ou contos infantis.
Falando sério vim a conhecer os três porquinhos, quando já faziam
parte da feijoada. Branca de neve! Êta estória porreta, mas na
realidade eu vi foi minha mãe branca de susto com as contas de água
e luz vencidas no final do mês.
O príncipe encantado este sim fez parte de minha vida, (pelo menos por
um tempo, antes de ir-se desta para uma melhor) meu pai, talvez não tão
príncipe, mas encantado sim e muito, pela empregada.
E hoje analisando de forma fria e estratégica percebo que isto não
me foi posto de graça enquanto criança. Para que a realidade de
hoje não me golpeei, tal qual faz o madeireiro com seu machado nas árvores.
Anteviram, pois, que seu filho vivenciaria contos e fantasias infantis, sem
que ninguém os lesse.
Pasmem se estiver mentindo, ao certo não sei, mas acho que foi na Arábia,
onde existiu Ali Baba e os 40 ladrões, (grande estória, será
que existiu?) aquele que roubava e o produto do golpe escondia em uma caverna
secreta (na época não havia contas no exterior e nem cuecas).
Caverna esta fechada por uma grande pedra mágica, abrindo-se quando a
palavra Abre-te Sesamo era pronunciada. Local também onde os 40 se reuniam
para contagem e divisam da pilhagem. Observe na época não tinha
um congresso nem os lobistas para realizar as transações.
Não sei o final da história e fico intrigado o que aconteceu com
eles, e que fim se deu ao tesouro acumulado durante anos de gestão, foram
presos?
Bem, o tempo passou, e como passou, hoje retornam em cena, sem o Ali é
claro, mas são os quarenta, indicados ao Oscar da fraudulencia, não
faça vista grossa, leia-se indiciados. Quarenta são os indicados,
poucos serão os indiciados e muito menos serão presos.
Não é um conto de fada?
189 visitas desde 12/04/2008
|