| Alberto Metello Neves |
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Referendo popular do desarmamento
(Alberto Metello Neves)
O povo brasileiro terá mais uma vez comparecer às urnas para
cumprir uma obrigação cívica. Trata-se do referendo popular
para o desarmamento da sociedade, pois o Governo entende que a população
não poderá mais ter consigo, não digo utilizar, arma de
fogo.
Somos favoráveis à consulta pública, mas entendemos que
esta situação e "brilhante" idéia se fez presente
por fatos que devem ser observados, sob duas hipóteses: a primeira é
a total falta de capacidade e incompetência do governo e congresso para
deliberar sob um tema que exige pulso e vontade política para resolver
o problema das armas de fogo; a segunda hipótese é a covardia
e falta de caráter, dignidade,ética e porque não mencionar
a vergonha, qualidades hoje tão ausentes na maioria dos congressistas,
que encontram o caminho mais fácil e desonesto de atribuir à população
um resultado que esses mesmos "defensores do povo" esperam ver estampados
como resultado, a sua "vitória", ou seja, proibir a venda de
armas e munições para a sociedade. Dessa forma, comodamente, poderão
atribuir à decisão que eles almejavam, como responsabilidade da
sociedade. Pilatos, em sua nova versão: lavo as mãos. O povo assim
quis.
Porém, e aqui vai uma opinião pessoal, " o comércio
legalizado das armas de fogo não deveria ser proibido em todo o território
nacional". Alegam os que fazem oposição a esta colocação,
que a venda das armas, aumentaria a insegurança e a criminalidade. Não
acredito. Não sou advogado, mas o bom senso me diz, que esta colocação
não é verdadeira.
Se observarmos que a criminalidade em seus maiores índices estatísticos
se encontram entre uma faixa da população de populares "MENORES
DE IDADE", altamente protegidos pelo Código da Criança e
Adolescente, um assunto que deve merecer a mais elevada reflexão e que
vai ficar para outra ocasião, e elementos que se encontram nas classes
mais baixas da sociedade. Muito bem.
Estes elementos, que iremos chamar de "infratores" utilizam armas
mais poderosas que as da própria Polícia, seja militar ou civil.
Não são armas que eles adquirem no comércio organizado,
legal. Estas armas, ou são roubadas, muitas vezes, dos próprios
policiais, com a "raspagem" da numeração que identifica
a arma ou são "importadas", via Paraguai ou outros meios. Seja
como for, elas estão sendo utilizadas aqui no Brasil, inclusive à
luz do dia, como nos informa a mídia.
Não deve haver uma sequer, que seja adquirida em uma casa especialista
na comercialização de armas. Com esta infeliz medida, que deve
ter partido de algum "douto" de Brasília, a população
formada por cidadãos de responsabilidade, trabalhadores, que zelam e
se preocupam com a segurança de suas famílias, ficam à
mercê desses "infratores", sem a mínima condição
de defesa, como se não bastasse que atualmente esses cidadãos
de bem, ficam em suas casas totalmente confinados pelas grades, quando os que
deveriam estar atrás das grades, estão aprontando nas ruas de
todas as cidades.
Gostaria de deixar uma sugestão para se refletida:
Como existe a exigência para um cidadão conseguir uma carteira
de habilitação no trânsito, deveria existir uma mesma exigência
para a obtenção de uma arma de fogo, com aulas teóricas
e práticas, pois se alega, que o cidadão comum, não sabe
manusear uma arma de fogo. Esta é apenas uma sugestão.
Poderia ser o problema discutido com a sociedade e não apenas "arrebanhar"
o povo para uma urna eletrônica, compulsoriamente e obriga-lo a escolher
entre o "sim e o não".
E o pior, é que se fala na existência de uma democracia plena,
em nosso País, tão enxovalhada pelas qualidades inerentes à
classe política, praticando todos os tipos de leviandades e atos atentatórios
à moral e o nosso Presidente da República a dizer: "desconhecia
tudo". É mesmo motivo suficiente para uma caricatura do Chico Caruso.
Outro dia, vamos analisar outros fatos relevantes.
(30/09/2005)
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