A Garganta da Serpente
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Rejane de Moura Vieira


Amor, vá embora
Saia pela porta dias fundos
E não volte nunca mais
A não ser que você volte
Todo calmo, sereno
Fingindo ser a felicidade
Escondendo seu veneno.
Teu sabor é muito doce,
Quem prova não esquece jamais...
Alguns querem esquecer seu gosto
Outros querem mais e mais.
Você nos mata por dentro,
Nos cega... que bem você traz?
Você veio em mal momento
Trouxe dor, tristeza... lágrimas demais
Por favor, vá embora
E não volte nunca mais.
Me entenda se hoje te odeio,
Foi porque te amei demais!

 

 


Não adianta te amar sem poder te tocar
Nem esperar toda noite você chegar
Sabendo que não posso ter você aqui.
Mas não posso deixar você ir embora
Mesmo porque não quero,
Mas não vou te segurar,
Se quiser ir embora, por favor... vá
Mas deixe tua voz
Ou as suas palavras e cartas
Como recordação
Não para me lembrar de ti
(não preciso delas para isso)
mas porque noites vazias sem elas virão.
Não sei bem o que sinto,
Não sei se é amor
Mas a cada adeus
Uma dor invade meu peito,
Controla minha cabeça
E me faz esquecer a distância,
Esquecer os problemas.
Coloco você na minha vida
Para nunca mais tirar
Se você não pode estar aqui agora
Meu amor, posso esperar.

 

 

 


Ah, tedioso é o dia sem tua presença,
Gelada é a noite sem o teu calor
Meu coração bate apertado
Por culpa do meu amor
Que está tão longe de mim
Tão fora do meu alcance...
Queria apenas um minuto, apenas uma chance
Uma chance para te tocar, olhar
Beijar teus lábios e morrer
Morrer nos teus braços
E, em algum lugar esperar por você....

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última atualização: 29.08.08
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