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Almejo-me à morte
Oh! Doce Morte
Como te almejo
Com um simples corte
Realiza-se o meu desejo
Oh! Eterna Morte
Desejo não envelhecer
Como uma simples obra de arte
Na qual o tempo não pode escolher
Oh!Morte Poderosa
Não me reconheço mais
Dos eternas marés de sais
Das minhas cruzes de rosas
Oh! Morte Venenosa
Que corre nas minhas ilhas
Sangues chorosas e calentosas
Das minhas negras lágrimas vermelhas
Chora Canudo
Foge, pula
Grita, esperneia
Chora, ri
Briga, xinga
Raiva bate
Voa Chorando
Cai rindo
Pulando foge
Grita mudo
Corre parado
Xinga calado
Chora canudo
Esperneia ácido
Pula gilete
Ri alado
Briga omelete
Bate sangrando
Escorrega rindo
Chora caindo
Torce gritando
Desiludos de Camílias
Vibra a profundidão de sentidos
Daqueles mares de inércias
Neles, desfigurados estão contidos
Os que se afundam nas Camílias
Várias aldeias desjaulados
Mortos que recrescem
E os corvos que são repudiados
Onde canários é que descendem
Águas negras, perfumadas
Lençóis de horrores, mudos
Águias ferozes, engraçadas
Sobrevoam vivos, Desiludos.
Desilusão
Age desilusão
Sem qualquer solidão
Permanece na imensidão
Na sua solidão
Eterno exatidão
Sem tardar a gratidão
Carrego a sofridão
que desatina o coração
Dores congestionado
Músculos desajustados
Sentimentos paralisados
Pulso descompassado
Túmulos alagados
Cruzes retorcidas
Lugares reservados
Esperando agüarnecidos
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