A Garganta da Serpente
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Priscila de Loureiro Coelho
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Pudesse

Pudesse soltar-me
E então libertar-me
de tua vontade
Pudesse eu voar
Transpor pelo ar
Toda a ansiedade...

Mas sou tua escrava
Cativa de ti
Não posso evitar
O tempo escapa
a me consumir
De tanto te amar...

Agora é tarde
A paixão que me arde
Não quer se apagar
E eu vou pela vida
Cuidando a ferida
Pra não mais sangrar.

Pudesse reter
O sonho e o querer
Em tudo que sei
Pegava o tempo
Retinha o momento
em que me apaixonei!

 

 

Mais uma vez

Mais uma vez
Poder te abraçar
Poder te levar
De carona pra lua

Mais uma vez
Poder viajar
Contigo sonhar
Entregue e nua

E no espaço aberto
Teu vulto encoberto
É só esplendor...
Na luz imprecisa
Que o céu improvisa
Nós somos amor...

Mais uma vez
o encontro de nós
Os corpos a sós
Fremente paixão

Mais uma vez
O encanto da vida
Só traz alegria
No meu coração

 

 

Refletindo...

A penumbra sutil da esperança
Viçosa, enfeita nossa vida
Penetrando nosso espírito, levemente...
Cobre nosso olhar, o manto da lembrança
Aquecendo a "ilusão"entorpecida
Num desafio irreal e displicente...

Tão rara a ilusão verdadeira
Paira doce e farta, em nossos devaneios
E se perde frente a realização...
Teu vulto é a incerteza derradeira
Abrigo protetor de vãos receios
Templo abençoado de paixão.

O Homem, por tendência natural
À tudo ama, à tudo se apega
Surpreendendo toda a criação...
Espécie estranha... um tanto original
Que muitas vezes renega
A força intensa de sua paixão...

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última atualização: 09.10.08
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