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PÊ ESSE
Uma concavidade
Sem
Cavidade
É como um consenso
Sem
Senso
Um poeta
Sem amor
Não é poeta
É fingidor
(Mas as palavras se propagam com o mesmo ardor)
Ps.
Será este poema um artefato
Ou será então arte de fato?
CENA
Esse script fui eu que escrevi:
Caricias secretas em frente a lareira
Malícia
Na cena seguinte a libido explode
A câmera se aproxima
Juras, clichês...
Ao fundo a trilha envolve os sentidos
Como o braço à cintura
Fade out
Cena externa: O sol nascendo
Saio sob a brisa suave da manhã
Ainda sentindo teu cheiro
Observo o orvalho e acendo um cigarro
Você me chama
Precisamos regravar a cena
POEMA DE 7 LINHAS
Esse poema tem 7 linhas
Porque ele quis assim
Disse: 7 é numero bom
Nem curto, nem longo,
Prefiro desse jeito
Quanto a mim?
Deixei isso a cargo dele
A ARMA DO CRIME
acendo um cigarro
dou mais um gole no absinto
o gosto de anis
se mistura com a fumaça
de repente vejo o Tempo passando
faço menção de pará-lo
para dizer algumas coisas
mas não
Ele não parou
Porque Cronos
o mais poderoso Titã
iria dar atenção a um ser
cuja espécie Ele ignora?
fiquei frustrado
por isso escrevi esse poema
para matar o tempo
ao menos, desse jeito,
me senti vingado
NÓS
De repente nossas pernas viraram cordas
Se entrelaçaram
E criaram dois nós
Atados pela luxúria
Fizemos o que restava
E foi o que sobrou
Quando nos separamos
Tropeçamos em nós
mesmos
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