A Garganta da Serpente
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Paola Caumo
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RECOMEÇO

Quero esquecer esse amor
Que só me faz sofrer
Esvaziar minha alma de ti
Enterrar nossos momentos
Sacramentar o enterro
Viver o luto
Deixar meu coração livre
Para amar de novo
E quem sabe
Ser feliz

(11/janeiro/2004)

 

 

AMOR IMAGINÁRIO

Amo-te, amor meu
No raiar do dia
E na noite que nasceu
És puro desejo, fantasia
Luz clara, minha estrela guia
No ato, no fato, não desato
Esse feitiço que me encanta
E me acolhe nas noites frias
É cor, é flor, é canto de cotovia
Nada peço, nada dou
Apenas me empresto
E nessa loucura me conecto
Minutos, horas, eternidade
Tu és fruto da verdade
Chamas-me de amor
Paixão, mulher
Sou simplesmente
Aquela que sempre te quer
Sem cobranças
Em nuanças
Música divina em nossas almas
Serenidade que nos acalma
Partimos ao infinito
No gozo mais bonito
Juras de vida
Existência acolhida
No corpo e mente
Sinceramente presentes
És meu na imaginação
Te realizo em mim
Sua tua enfim

(02/janeiro/2004)

 

 

NÃO ME NEGO À LOUCURA

Oh, adorável loucura,
Leva-me para os teus braços!
E arranca-me desse lugar de dor
E penosa realidade!
Sim! Tu que és a salvação,
Dos soldados em retirada,
Dessa vida por demais massacrante,
Leva-me para os teus labirintos,
Aonde as esquinas sem nexo
São remédio para o insuportável caminho!

Mostra, a quem tenta entender-te,
Que somos de outro planeta
E que viajamos com os cometas,
Buscando a beleza sem fim no cosmos
Desta vida obsoleta!

E diga,
Que não queremos anestesia,
Que nos deixem à revelia,
Deste mundo que criamos!

Não queremos ser normais,
Não queremos ser iguais,
Deixem-nos ser diferentes,
Mesmo no ranger de dentes,
No mais forte dos pesadelos.

Sanidade dói demais,
Para quem não suporta o sentir
Que carrega dentro de si...
Deixem-nos, no mundo das artes,
Dos desajustados, dos desassociados,
Não queremos a hipocrisia,
Essa falsa alegria
(Sorriso cínico, viagem autorizada),
Não somos foras-da-lei,
Nascemos com DNA marcado,
De sentimento exacerbado!

Ó loucura,
Protege-nos do mundo!
Tu que nos aceitas vagabundos,
Com todas as mazelas que a
Sociedade condena e reproduz,
Com títulos e honrarias,
Deixa-nos ficar aqui!
No lugar dos sem-lugar,
Antes que o espelho da
Insanidade o atravesse
E com fúria crie um novo Aldol.

(19/fevereiro/2004)

 

 

DESFOLHANDO O TEU SORRISO

Este dia nasce com o teu olhar, com o teu sorriso
acariciando minhas faces...
Esse dia nasce com o teu toque em silêncio
no virar das horas segundos
que passas ao meu lado...


Esse dia nasce belo com a tua poesia,
nasce com a tua presença
calada em meu peito...

Esse dia é dia de nós dois,
de nossos sonhos bonitos,
de nosso amor ameno,
de nosso desejo constante...

Esse dia é mais um dia que eu te amo assim:
feito flor em meu jardim,
suave perfume que inspiro,
doce melodia de meu dia...

Esse dia que nasce e me faz tua,
mais uma vez e sempre,
perdida em teus beijos
eternos avelãs de meu viver...

(18/fevereiro/2004)

 

 

CHEGASTE

Chegaste!
Não pediste licença:
Te adonaste do meu coração.
Não vieste com recomendações:
Te apresentaste único e só.
Não vieste com adornos:
Logo te mostraste nu, essência.

Chegaste!
Sensibilidade extremada,
Delicadeza e beleza,
Puro sentimento.

Chegaste!
E eu não pude fugir.
Vida de tua vida,
Vida de minha vida.

Chegaste!
E te chamamos
simplesmente
pelo nome de
AMOR!

(13/fevereiro/2004)

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