A Garganta da Serpente
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Pablo Luz
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Uma semibreve

Como se fosse a última das últimas vezes
Meu corpo já não se anima, já outro dia
E aquilo que me guia, por um instante
Em longo instante, me deixa como devia

Minha cabeça vazia
O ânimo congelado
Com coração travado
Pensei em minha alma liberta
Porém, meu pisar vacila
A própria língua se angustia
E os olhos paralisados
Em um universo
So
Da
Zila
Rap
Os.

 

 

Retomada

Pegar tua desconfiança
Apertando tuas bochechas
Puxando até o queixo
Fechando tua boca
Distraindo teus olhos
Sintonizando nossas vidas
Enfeitando teus cabelos
Com as últimas suspeitas
Para sempre então...
Voltemos a sorrir!

 

 

ou azul-prata
(um lugar para não ser)

há tanta água fresca
há tanta leveza
e clareza no fundo deste lugar

tudo em laranja-ouro
tudo sem cansar
tudo em tudo ao conceber
outro lugar

é só sede
em ser
e não sentir.

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última atualização: 29.08.08
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