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Espera
Sento em uma banheira de espuma e sinto a luz das colunas brancas ao lado do meu corpo que cansado de esperar, espera...
Não sabe mais o que fazer, se afogou na espuma.
Que a minha alma consuma e talvez possua a sua volta.
Estrangeiro delicado, calado, afastado, acomodado
Lágrimas se misturam com cerveja que na mesa se espalha com Espuma, desconfiança, insegurança, esperando que o sofrimento acabe.
E Que a luz se apague para que eu possa dormir.
E quando acordar não quero sentir o peso que carrego nos braços
já com o corpo cansado me arrasto e rasgo o fardo
Quando sinto que está tudo consumado me contento com o retrato que tenho pendurado no quarto.
O corpo
Será o fim? Sepultura? Corpos na água, como se fossem parte dela, por esse motivo ela espera.
Ansciosa a Gazela.
Água suja, Impura, Imunda.
Então vem a parte esperada, nem sempre alcançada
Pensa que não supera, "O Fim a espera"
Inferno, Luz, Agúa, Perdição.
No fundo do poço, Abismo escuro, reluz o ar impuro, Obscuro, sujo
Ela vivendo então nas chamas, será Glorificada?
Sei também que é algo esperado muitas vezes não conquistado.
Ela deita ao seu lado, seu calor inesperado, a velha lembrança do passado, olhos fechados, mesmo com a luz do lado tem lembranças do passado
Passado......
Obscuro tudo então concretizado, no olhar aquele retrato
Talvez retrato falado, que foi harmonizado.
Pele branca, será neve ao seu lado ou será luz que reluz o fardo pesado
Aquele fardo calado, que quando então cansado se lava ao gás inalado, e então vê os vidros logo ao lado
Chega à conclusão que está tudo consumado.
Então os vê no Tortão, será o portão?
Ela pensa então, este é o meu fim, chegou o fim da minha traição.
(Poema em memoria a Sylvia Plath", poetisa que se suicida inalando gás,
logo após a descoberta da traição do marido, abandonada com filhos)
CÁLICE
Cálice
Sujo de sangue.
Bebida profana
Compra
Me engana
Deita então na cama
Ardendo em chamas
Pede, reclama
Não se espanta
Voz de criança
Repetir a mesma dança
Me lança
Me cansa
Me desmancha
Devagar
Sem parar
Lavagem cerebral
Corpo escultural
Lembrança banal
Chega o natal
Luzes acesas
Velas na mesa
Eu te espero
Cheia de pureza
Riqueza
Tristeza
Presentes se abrindo
Você me cuspindo
Cuspe espiral
Nas minhas partes
Parte carnal
Estranhas são elas
Gazela cadela
Peço perdão
Sinto compaixão
Fecho a porta então
A porta do porão
PAZ
Palavra branca, luz que não se cansa
Ela vem às vezes com a bonança, cheia de esperança
canta como criança, Que bonita esta dança!!
Te chama, te pede, exclama!!!
Fazendo quase uma trama, de ilusões,descansa
Esperando a espanta, pois já conhece esta dança
Dança boa de galante
Gala, são as noites deslumbrantes
Desnuda como uma amante
Falante...
Fala de alegria cheia de euforia, chora de alegria, pensa na melancolia
Chega de vida sombria, chegando com a palavra "paz"
ESCURIDÃO...
Escuro, promíscuo, me traz o vício
Viciada como uma cabra, querendo tomar o leite da ninhada
Maltratando-me, devassa...
Mais parece uma águia, que voa pela casa
Não, não, não a siga, pois ela está fraca
Besta, bosta, imaculada, invejada
Deixe-a ir para sua casa, voltar para sua ninhada, ainda tem a boca amarga.
Coração insolente, toca o sentimento da gente, distância envolvente
A rara transigente e a voz que sente e não vai em frente, xingando pelos dentes
Fazendo todos descontentes, mexendo com o sono da gente
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