Vida como um livro,
De paginas repassadas,
Ressequidas e saudosas,
De paginas numericamente,
À frente, no futuro de outras,
E outras sobrepostas àquelas...
Historia posposta pelo tempo.
Escreva no que ainda resta,
Pequenos espaços vazios,
Sendas do melhor doce, melhor porvir,
Frestas latentes,
Daquele que um dia serei.
As marcas e gravuras,
Esquadrinhadas de pijama,
Foi datada de remotas paragens,
Incidem no meu texto,
Marcado por nossas rasuras.
No meu ciclo a vida entorna,
Desditosa a lamuria,
Entoada pela noite gélida,
Constitui para si,
O destino dos nobres...
Pandego canhoto,
A escarnar minha sina,
Através de suas delicadas mãos,
E seu persistente silêncio.
SOU EU
Minha alma recobre a pele,
Do corpo que tudo vê,
Sente, sente e se engana.
Carrego na ponta da faca,
Um coração estanque,
Prestes a se render,
E o primeiro a ser ferido...
Sou eu!
O primeiro a não querer se levantar mais,
Sou eu!
Por que minha luta,
É causa perdida?
Defronte o medo do apoio,
Apoio negado, soterrado,
A lagrima escorre dos olhos,
À face se perde,
No ultimo sorriso complacente.
Não dependa de sorte,
Um tiro no escuro,
E meu escudo vai ao chão.
Nunca quis ser o outro,
Sucedâneo de mim mesmo,
O lado escuro da lua,
É o lado avesso da alma...
Um bom lugar pra se estar,
Quando o que há debaixo do sol,
Enlaçar-se por neutros caminhos.
Aquele que não quer virar passado,
Sou eu!
Se a couraça da pele sobressair à alma,
Seja você mesmo,
Conheça o que te gravita e siga...
Sempre em frente.
Rosácea Escarlate
Sentimento rorifluo matutino,
Asperge, felicita, convida,
Do sono despertas,
Inefável arte de emudecer.
Amanhecendo o estado calamitoso,
Espero sem piscar,
Absorto num aborto mental,
Mênstruo a gineceu aberto!
O olho que nos olha do alto,
De fato está dentro...
Timidamente a nos chamar,
A bailar sob o tépido sol nascente.
A perigo, tais sentimentos,
Em extinção migram,
Adentro aterra prometida,
Minha mente vazia.
Sorrindo sigo em frente,
Subindo seus percalços alados,
Cuspindo nas tuas limpas vestes,
Dormindo sono pagão.
Se esta rosa pudesse falar,
Certamente diria-se de si:
- Mais um pouco, aos tragos,
Consumirei a quem me consomes!
Desditosa rosa eterna,
Levou-me a mim a alma,
Em fragrância fugas,
De um amor que já esqueci o cheiro.