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Não sei onde estás
Não sei onde estás,
Nem pergunto de onde chegas,
Sei apenas para onde vais.
Agora é apenas o momento em que nos encontramos,
A hora exacta de nos perdermos.
A lua nas nossas cabeças e o mar a nossos pés.
Duas almas um destino,
As minhas mãos em tuas mãos.
Teu rosto em meu rosto.
Tantas vezes ocluso,tantas vezes que consigo ver.
Incendeias meu nome no fogo dos teu beijos,
Perco me no calor do teu abraço.
E,encontro me no sabor do nosso desejo.
Deixo me ir...apenas para onde vais.
Infinito
Olho no infinito onde parece me te ver,
Vozes mudas querem me enlouquecer.
Silencio das palavras que nunca mais ouvi,
na manhã do despertares,
das brisas enfurecidas que circulam em espiral,
e me mostram teu rosto.
Sofrer e amar te nas noites insones por não te querer,
Duelo comigo mesma,
por saber o que não quero saber.
Sentir o que recuso,moribunda de mim.
Não posso mais viver assim.
Momentos nossos,num serão igual a tantos outros.
Olho o teu olhar cansado pelo tempo que já sem tempo quer chegar ao fim.
Rugas de dor marcam teu rosto belo, infinitamente belo.
Rosto sábio procurando respostas que não sei dar.
Inquietude inquieta de quem parte sem bilhete de volta.
Preocupação preocupada do abandono.
O pedido e o soluço da palavra sim.
Tranquilidade tranquila de quem espera a sua hora de descanso.
Fechar de olhos,suspirar de alivio de quem já cumpriu.
Era sangue...
Era sangue nas mãos deles do teu ventre.
O céu desabou, a terra estremeceu rasgada,
encolhi de dor.
Era sangue...
Era sangue nas mãos minhas do teu ventre.
O céu e a terra mudaram de lugar.
Gemidos, punhais em meu ventre,
como o dia que nasci, teu ventre.
Tudo parou, fechando sob nós, separando-nos para sempre!
Até amanhã minha mãe...
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