A Garganta da Serpente
ajuda
 
 
  versão para impressãorecomende esta página
Mari
fale com o autor


Carta ao Leitor

Teu coração já não vê
O que tua fé não sente,
ciente, presente.

Tua veia escorre pelas veias
serpentes que teu coração já ritimado
repulsa, matemático.

Se tua alquimia já não funciona, que tal transformar ossos em fungos?

Se é que fungo é cientificoausente, que seja
o que for; quem se importa se o nome não for claro
e improvável como Adào e eva no paraíso?

 

INSAUDOSA


Milésimo de segundo em que tudo deixa de ser saudade. Pequeno intervalo de tempo em que há o primeiro pedaço de toque. Suspiro entre o agora e os anseios. Singelo início de um profano beijo. Suor gelado brotando de mãos descabidamente trêmulas. Vontade de dizer e calar. Calor vindo de um algo além. Felicidade explicitada por uma feição disforme. Espanto. Espasmo: eis nosso reencontro.


ABRAÇO

Palpitam meus cotovelos sobre seus ombros e minhas mãos se entrelaçam na vontade de nunca mais ser um par, porém uma só acariciando tuas costas. Estremecem minha carne e alma com os anseios de meus lábios pelo teu cheiro. Fundem-se os sentidos. Os pelos- que tolos!- arrepiam-se em felicidade sedenta por beijos. A língua estala no céu da boca as batidas do meu coração, que em explosão sussurra: "eu te amo "

348 visitas desde 8/07/2005
  menu   novidades nossos números ajuda
  a b c d e f g
h i j k l m n
  o p q r s t u
    v w   x y z

Legenda dos ícones:
  novo autor / novo poema
  autor atualizado
  autor em domínio público
  autor falecido
  trabalho premiado

última atualização: 06.10.08
1852 poetas hospedados

Esta seção está sofrendo ajustes para ampliar o espaço de poemas por autor. Por isto, você encontrará páginas no novo formato e páginas modelo antigo. Contamos com sua compreensão e pedimos desculpas pelos transtornos.

Copyright © 1999-2008 A Garganta da Serpente
Direitos reservados aos autores  •  Termos e condições  •  Fale Conosco www.gargantadaserpente.com