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PORMENORES
Sangro
umidescas gotas
de
Dantesco galope
por
entre as linhas retorcidas
que
me lograstes
Ardo
febril
a
face pálida
precipitada
ilusão da qual acordei
e
me fiz cético desvairado
em
meu concretismo abstrato,
meu
tempo e alma lançada a fogo
Breve
a porta de minhalma
em
gestar matéria de minhas rugas
E
já que tem pressa, a vida
como
a traça ao papel
serei
a essência, o pecado, o poema
atado
ao desejo, entre ídolos e obras
vadio
ao deserto de hipóteses
sem
travesseiro, sem sono
fluindo
feito droga
doce
qual Vinsanto iguário
gargalhando
travessos verões
Sinto
o sofrer do tempo
à
minha mão pesada,
fazendo-me
inferno o artnoveau
hedionda
estrutura de mil espelhos
onde
ferrões travam íntima cirrose
com
gosto de derrota
As
lições da infância
busco
persuadi-las
ou
largo-as ao vento
Sem
me interrogar
ao
que o mar traz a praia
meço
a imagem a um breve clarear
relendo
o argiloso arquiteto
à
olhos cegos
SONÂMBULO
Ei de tornar patente os meus sonhos
deveras maligno nas vaidades
usual anarquista das palavras
pintor Freudiano entrajado
nas mãos em concha
cheias de ojeriza
qual rapariga traída
a dadivar o indulto, riso escasso
alavancando cristos, crenças
tecendo os cravos da cruz
marcando troncos, enveredados
movidos a pés meninos
tocando a matéria falsa por flácidas horas
Suicídio, riqueza, praga...
morfinesca máquina palmilhando
os cabelos negros da noite
Ah glória córrega em gastos dedos
crespas palavras d'um grito
a assombrar minhas pálpebras
feito fábula metafísica, coito sublime
abismo que não finda
fértil veio engenhoso, ampulheta ingrata
E enquanto vil me é a fuga
grafa-me em lento a libido, cadáver e receio
protagonizando o torpor
onde novas coxas e ventres
em meio ao pó da noite
pergunta teus segredos e te corrói o nada
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