A Garganta da Serpente
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Marcelo A. Corrêa
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Meu sangue, teu paraíso

Furtivo encontro no escuro da noite que há dentro e entre nós.
Deixe-me, estranho, sugar da tua língua etílica
todo o bem do maldizer.

Estranho sem rosto - toma-me
o pudor e meu sangue
faz deles teu paraíso.

Minha ptialina? Presente.

Meu alívio
Um guardanapo no teu bolso
lavado com sabão Omo.

 

 


Amor tece dor

Amor tece dor?
Amor tecedor...
A morte cedo... rrrrrr....
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última atualização: 09.10.08
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