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SOMENTE HOJE
Hoje eu amaria você,
sem pensar, sem pecar, sem falar nem calar,
Eu amaria você
A cada minuto, cada segundo do dia,
sem nada dizer, sem temer, sem onde nem porque,
Eu amaria você
No silêncio da noite, nos ruídos do dia,
na minha agonia,
na dor do desejo,
no mel dos seus beijos, ah,
Eu amaria você
Nos lençóis dos amantes
no meu medo constante,
loucamente, docemente, conseqüentemente, como
o amor deve ser,
Eu amaria você
Sem cobrar, sem calar, sem falar,
Apenas me entregar ao seu amor,
seu calor, aos beijos seus, que me levariam
do inferno ao céu, num minuto infinito,
num intenso grito do gozo seu,
Hoje eu amaria você
Sem parar até me fartar em seu amor,
sem ver as horas passar, e
me entregar mais e mais,
sem olhar pra traz,
sem lembrar nem pensar,
Hoje eu amaria você
furtivamente, sem me sentir indecente,
decadente, imprudente, mas,
com todo desejo latente,
sem pensar no depois,
Hoje eu amaria você
e, quando os primeiros raio de sol chegar,
e, a realidade nos tocar, sairia sem te olhar, e,
te diria, que foi apenas um engano,
Pois, já não quero mais te amar,
Mas hoje, somente hoje,
Eu amaria você.
SHOW DA NATUREZA
Pingos de chuva caindo forte no chão, numa tarde de verão,
Terra molhada,
despertando suave perfume,
Perfume de terra vermelha molhada,
Perfume de mato molhado,
Perfume de capim novo,
Perfume de flores,
Perfume de vida.
Pássaros recolhem-se em seus abrigos,
aguardando a ordem da natureza,
para prosseguirem em seus alegres vôos pelo céu,
em acrobacias graciosas.
O menino corre para a chuva,
peito nu, pés descalços,
braços abertos,
rosto virado para o céu,
pisando nas poças,
numa imensa explosão de alegria e vida,
O que me leva a refletir,
Quem sabe não me juntarei a ele na próxima chuva.
AMOR QUE NÃO PASSA
Vejo amanhecer pela janela do meu quarto
E a vida passa
Vejo raios de sol dourando o dia
E a vida passa
Vejo flores desabrochar, espalhando seu perfume no ar
E a vida passa
Vejo pássaros cantar, a construir seus ninhos
E a vida passa
Vejo o beija-flor, sugar o néctar da flor
E a vida passa
Vejo a chuva chegando de mansinho, transformando as cores do dia
E a vida passa
Vejo a noite chegar, mudando a energia
E a vida passa
Vejo o sono chegar e outra vez amanhecer
E tudo passa
Só não vejo passar, meu amor por você.
SERÁ AMOR?
Por que acreditas, que vou
voltar para ti, falso amor?
Será
que pensas, que ao ouvir tua voz doce, vou entregar-me a ti?
Será
que pensas, que vou esquecer todas as mágoas que me causasse, falso amor?
Não
penses, tu, que ao ouvir a tua voz melodiosa, que faz meu corpo
estremecer, minhas mãos suarem, minha voz sumir, e que por instantes
me
farão viajar rumo ao teu corpo cheiroso e macio, onde por tantas
vezes
cavalguei, em momentos loucos de paixão alucinante, e me fizeste
sentir
mulher, na mais plenitide dos sentidos, não penses tu, que vou
esquecer as
dores que me causasse, tão pouco as lágrimas que derramei,
falso amor,
Não
penses tu, que se por ventura, eu fraquejar, e dizer que te amo,
voltarei para ti, falso amor.
Não
falso amor, não te quero mais, aliás não tenho nenhuma
dúvida, do quanto
sentirei a falta que faz o teu corpo no meu. Meu coração,
chora a tua
ausência, minha pele sente a falta da tua, chego até sentir
o calor da tua
boca na minha, das tuas mãos me tocando, do teu cheiro, das trocas
de
carícias, do toque dos teus dedos em meu corpo com a delicadeza
de uma
borboleta, mas com a precisão de uma orquestra, regida pelo mais
experiente
dos maestros. Me tocavas, numa sinfonia perfeita, onde cada acorde da
canção
do meu corpo, respondia na mais perfeita sinfonia do amor que me davas.
Não
penses, falso amor, que por tudo isto, voltarei aos teus braços.
Não
sei se saberei viver sem teu amor, falso amor,
Não
sei se conseguirei esquecer-te,
Não
sei se conseguirei esquecer, nossos momentos de loucura e paixão,
onde
corpo e alma, tornavam-se apenas um, quando nossas bocas, encontravam-se
na
sofreguidão do momento pleno, onde nada mais importava, apenas
nós dois,
unidos num abraço cúmplice e silencioso até que nossas
respirações fosse se
acalmando numa emoção plena do momento sublime.
Não
sei se conseguirei esquecer-te, falso amor.
Tenho
apenas uma certeza, falso amor,...
Não
te quero mais em minha vida.
E minha flor murchou, morreu.
E, minha flor murchou, pereceu, morreu...
Que pena!
Eu gostava tanto dela, cuidava dela...
Tá certo, não era todos os dias. Mas as vezes eu jogava
água, regava e até
adubava, da minha maneira eu cuidava dela legal.
Às vezes, quando a vida me era ingrata, eu ficava brava também
com ela
Mas de uma coisa eu tinha certeza, ela estava lá
Bastava esticar as mãos para tocá-la.
É, mas ela morreu, pereceu murchou e sumiu.
E eu que acreditava que seria eterna.
Me enganei, que pena ela não era
E como era linda a minha flor, tão forte, serena, sábia,
mas se foi...
Fico me perguntando, o que faço sem ela?
Me sinto perdida, triste, sem referência
Será que eu devia ter jogado mais água?, regado mais, adubado...
Sei lá, só sei que está difícil esta dor,
que vem, tranca minha garganta,
E as lágrimas sem me pedir licença, ou respeitar onde estou
,brotam dos meus
olhos
Chegam quentes, incontroláveis e por mais que eu as sequem elas
brotam dos
meus olhos sem tréguas
Sem piedade, insistem em banhar meu rosto
É, minha flor morreu
Se foi sem pedir licença, sem me comunicar, sem se despedir, apenas
foi
embora, para sempre.
E eu, será que não pensou em mim?, será que não
sabia que ia me magoar.
Pois é, o pior de tudo é que não vou encontrar outra
igual. Ela era única.
Mas será que se eu fizer um esforço, não vou achar
outra?
E me respondo, duvido, existem outras belas, cheirosas e até fortes.
Mas como minha flor.... não, não há, nem haverá
outra igual.
Eu olho para todos os lados e não consigo vê-la. Não
há vestígios, ela
realmente se foi, pereceu, morreu...
Mas que tola sou eu, de repente me dou conta.
Que burra sou eu! Ela não morreu, não pereceu, não
murchou.
Ela está viva, ela sou eu e viverá dentro de mim, em cada
gesto, cada
ensinamento, em cada palavra
Viverá em mim para sempre, através de meus filhos, dos
filhos dos meus
filhos e assim será.
Que tola sou, não enxerguei as sementes que deixou, todas germinaram
e deram
frutos e esses frutos
Darão mais frutos, que darão mais frutos e por tanto jamais
perecerá,
acabará ou morrerá
Você Mãe, minha única e mais maravilhosa Flor jamais
morrerá
De sua filha que sente muito a sua falta
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