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de plantão no ano novo
Que os deuses tenham pena,
ao menos uma vez,
ou meia,
mas que tenham.
Que a vida seja longa,
a morte, breve.
Que o sonho seja grande,
o susto, leve.
Que a sorte seja sua,
mas não esqueça
de ninguém,
principalmente,
dos que não a têm.
Que eu pare de escrever a esmo,
só por ter um teclado à disposição,
sem disposição
para ser mais franco
e preencher este agonizante branco
com coisas menos coisas,
um tanto reais.
Ser obrigado a estar à toa,
enquanto o tempo voa,
pros deuses até que é uma boa.
Pra mim,
já é demais.
Nada na tevê,
nada em você.
Quanta rima não ficou pra trás?
(Lucas de Meira)
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