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Ponto de vista
Ao meu ver a vida pode ser vista
Como uma simples avenida
Suas paradas, curvas, declives e buracos
Onde muitos caem bêbados e aos prantos.
Por esta longa avenida
Eu caminho só
Um artista solitário que escreve e relata tudo que vê
Por apenas amar a arte.
Mas ando só
Procurando alguém na mesma avenida
Que despreze as mesmas coisas que eu
Que ame a mesma coisa que eu
E que sinta as mesmas coisas que eu
Mas...
Quanto mais eu procuro, mais me afasto.
Eu não encontro alguém que desacredite em Dogmas
Não literalmente dizendo, mas que siga sua vontade.
Será que é difícil de ter consciência dos próprios
atos?
Nada sei ao certo
Mas o que sei é
Que enquanto as pessoas tiverem medo da chuva
Andarei Sozinho pelas noites
Da longa avenida da vida
Não entre os mendigos
Mas entre as luzes da glória
Cama de rosas
Queria eu deitar-me em uma cama de rosas
Descansar o corpo cansado da viagem
Entre perfume e conforto
Deixar-me embalar em sonhos perdidos
Que a mente crescida não deixa sonhar
Esquecer por um minuto apenas
Isolar-me no escuro
Longe de tudo
Em algum lugar no Silencio
Da mente
Em uma cama de rosas
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