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Aquela viagem tão singela...
(vaga música)
Aligeiram-se os vaga-lumes para poderem
perpassas as estrelas e abrilhantar
- timidamente - seu raiar.
Valham-se delas!
O descarregar de notas, figurativamente,
processa em seus horizontes
fantasias inigualáveis
e medos passíveis.
- A que preço?
Apenas algumas estrelas...
Sendo prisioneira de minhas lembranças,
ávida em meus medos,
envolta em panos negros...
-Quem saberia?!
Retornarei hoje mais cedo
dos meus dilemas
e tomarei em mãos a espada
provavelmente imunda do sangue covarde
de meus receosos passados
e a carregarei comigo
na busca de prazeres ocultos.
Retorço-me em linhas curvas
para alcançar mais cedo
as minhas respostas...
Poiesis
O que somos...
Somos os que vivem longe da sobriedade,
Razão forte para loucos de fato
Fora do contexto exato da loucura;
Longe do divinal espaço marcado de êxtase
Submetida ao incapaz gesto difracionário
de mutantes constantes, inexatos;
longe das almas direcionadas para uma forma
imposta de busca,
forma que não foi incorporada...
Habitamos na ruela afastada das portas eternamente cerradas
num gesto crucial ao valor da vivência.
O que somos?!!!
Somos loucos reais envoltos a um mundo
que julga de maneira distorcida
por sermos exatos no poder de incorporar a paixão,
na capacidade de fazer metamorfoses direcionadas
ao mais sublime sentimento...
Daquela janela pude perceber
por um breve instante
que os amigos são poucos, ou não são;
os instantes são breves;
também seguidamente infinitos!
Quem dera os amigos fossem loucos,
Os instantes infinitos
(necessariamente também breves...)
Quem sabe num outro mundo,
aquele... Talvez...
Quem sabe...
Quem sabe n'algum dia
Num dia desse em que não sou eu
Eu tenha coragem de desfazer
Tudo aquilo que me convém...
Será mesmo que a vida merece
o destaque
por ela recebido?!!!
Seremos nós os apreciadores de um instante
de felicidade?
Talvez...
Me permito pensar que o que nos atinge é um pouquinho daquele amor
Perfeito para contrastar com o agora!...
Mas não te preocupes, meu amigo:
as palavras são poucas,
a vida é breve,
e eu? Quiçá!...
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