A Garganta da Serpente
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Simplicidade de um desencontro

Mansa cai à noite
é madrugada e o frio
que chega
já se faz presente nos
movimentos do mouse.
No coração um anseio
uma vã expectativa
uma aposta
e então um oi à cor de rosa
chega em resposta.
Entre sonhos e descobertas
duas almas tão longe
se fazem tão perto.
De onde vens?Que queres?
Há um mistério que não desvendo,
penso que ela pode estar na simples espera
espera de ser surpreendida
e eu cá a fazer poesia
talvez ela queira...
Mas falta algo, algo a dizer, algo a fazer...
Olhos castanhos
eu a imaginar a intensidade de seu olhar
a sensualidade de seu sorriso
e o tempo...
que tempo? Nosso tempo é fugaz
cá fico eu
já a sentir saudades
da desconhecida que vai embora
da moça lá de Juiz de Fora.

 

 

Noite

Nada sei de ventos
ou poços,
o suspiro da noite me basta.
Percorro o caminho à procura
de um olhar
vejo um imenso vazio
ouço
a mansidão
o silêncio
em muros, vitrines e asfalto.
E
uma voz me diz
é um assalto,
não roubo de qualquer coisa
grana, grama, cama..
mas
sonhos e utopias
desejos, lamentos e sinfonias.
Paro.Volto.
O poço seca
o vento diz adeus
a noite termina.

 

 

Solidão

A noite cai
As pessoas dançam
Os versos se perdem pelos cantos
e eu?
Eu fico a brincar
a surpreender-me com seus encantos
tantos..
Um beijo não dado
uma palavra não dita
cabelos ao vento
o respirar de seus sonhos
e
na simplicidade de seu olhar
vejo
o caminhar de um desejo
o bater de um coração
música
é só a solidão
toc-toc-toc
o caminhar entre a multidão.

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última atualização: 01.12.08
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