A Garganta da Serpente
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Laura Guerra
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O menino

Dormindo um sono tranqüilo,
Alheio à miséria e à fome;
Por que caminho irá conduzi-lo
Aquela mulher sem nome?
Será que já foi feliz
O menino ao relento?
Que agora vive por um triz,
Enfermo, apático, macilento...
A mãe que o segura ao colo
Resiste, apanha da vida,
À espera do sagrado óbolo
Com a sofrida mão estendida.

(2000)

 

 

Amo...

(Para F. S. & E.W.)

Por que dizes não, se teus olhos gritam SIM?
Se o que sentes é medo e não dúvida, deixa que o amor te liberte...
Não te perdeste, fui eu que me encontrei...
Encontrei-me na doçura de teus olhos, no conforto do teu colo,
Na melodia de tuas palavras gentis,
Delicio-me com teu jeito, que se assemelha ao da menina que vive seu primeiro amor
Quero ser teu primeiro e último amor...

Segurar tua mão quando te sentir insegura,
Sentir tua dor quando sofreres,
Passar noites em claro para te consolar,
Fingir que não percebo quando me observas dormindo.

Abdicaria de tudo por uns instantes felizes ao teu lado
Pois tu que me fazes sentir viva,
Pulsante, inconseqüente...
Tu és a mais perfeita tradução do amor.

(2001)

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última atualização: 01.12.08
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