A Garganta da Serpente
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Fernanda Aguiar
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Espera vaga...

Olho para a cruz,
E vejo Cristo crucificado
Enquanto eu, de braços abertos,
Rogo por sua ajuda
As lágrimas cortam a minha face
Caem mudas no silêncio
A solidão me faz companhia
Enquanto a vida real não me reconhece
Minha alma suplica por um abraço
Mas meu corpo se afasta do teu
Assim como meu espírito
Que se afasta da vida
Quero me libertar da dor
Quero gritar
Mas não posso, todos dormem.
Enquanto eu, de olhos abertos
Penso neles...

 

 

O poeta chora

A lágrima de um poeta caiu
Molhou sua face
E a tristeza se fez presente
A dor ausente
No corpo jaz
Que tanto faz
Se é contente
Hoje sorriu
Na morte
Do corpo pálido
Não sinto o doce
Mas o gosto árido
Do sangue rubro
Que pulsa
Ainda puro

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última atualização: 01.12.08
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