A Garganta da Serpente
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Eliane Oliveira Cândido
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Feitiço

Cores e sensações
nas armadilhas das
tuas palavras
doces sentimentos no
reflexo do espelho
onde entrego-me sem
ver-te
Criamos um mundo
só nosso
fortes
intensos
inebriantes momentos
sem passado
nem futuro
Seduz-me como
fogo
atiçado pelo vento
Percorro
fascinada
enfeitiçada
todos os teus labirintos
sem medo...

 

 

o Silêncio Azul do Teu Mar Sem Fim

Pousaste teus olhos
sobre os meus sentires(todos)
os mais profundos
Vieste em movimentos
cautelosos
como brisa leve em
manhã de Outono
Senti tua emoção em silenciosas
marcas que deixaste em mim
Tão Tuas!
Marcas profundas e
singelas(secretas)
Mas refugias-te
em silêncios sem cores
não vive o sonho
Sigo teus passos
Adivinho teus sinais
Sinto a dor de tua alma
Quero afagar tua cabeça
em meu colo
Quero beijar-te as mãos
e admirar contigo o
Silêncio Azul do Teu Mar Sem Fim...

 

 

Momento

Que nasçam
todas as palavras
dores
amores
ou lágrimas
Transformando-se
em música e poesia
ao teu olhar
Sensuais
tristes
gritos ou
sussurros
Neste exato
momento
são meus
teus pensamentos...

 

 

Instantes...

Sinto uma vontade
imensa
de calar-me
apenas escutar(observar)
Desenhar com o olhar
nossos instantes noturnos
inesquecíveis e únicos
No arrepio na pele
no beijo que chega
a alma
que volta ao corpo
no ponto exato
do amor em agonia
na pele que implora
nos lábios insaciáveis
toda a febre da alma
num momento de saudade
arco-íris de cores
transformando teu silêncio
em poesia...

 

 

Banco Vazio

Encontrei um banco solitário
ferido
perdido
gritando em silêncio
dores
amores
Choramos juntos todas
as chuvas
secamos nossas lágrimas
mutuamente
compomos juntos
amores inimagináveis
quando o sol,enfim
brilhou
a vaidade o levou
cobrindo de cinza

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última atualização: 29.08.08
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