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_indomáveis_
palavras
parecem domadas,
na imensidão
da fazenda dos dicionários.
mas quando soltas,
nos campos
dos neurônios alados
do pensamento,
são cavalos selvagens,
galopando linhas
e l e t r o des c a r d i o g r a m a d a s
de
h o r i z o n t e s
desconhecidos.
_alfinete_
na
ponta
de
todo
alfinete,
equilibra-se
o
ai,
de
uma
dor
futura.
_constatação_
guarda
chuva
não
guarda
chuvas
[pára-quedas]
_homem gato_
tenho vivido
com um pé
na linha de nylon
invisível do triz
o outro torto na corda
bamba e nervosa
e s t i c a d a
sobre o abismo
caio-não-caio
engulo seco o vento
destravo no nó do gogó
o grito e não pulo
porque sei
no último instante
sempre darei um jeito
de sair do cheque-mate
agarrado ao pulo do gato
_a quem possa interessar_
doido?
é
como
poeta
não fala
nem conta
mentira
apenas
(in)reinventa
realidade
que acredita.
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