A Garganta da Serpente

Delasnieve Daspet

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Árvore

Frondosa árvore,
Na praça hospitaleira,
Em cuja copa floresciam densos ramos,
Cai ao solo, as raízes rompidas,
Escorrendo-lhes gotas de negro sangue
E mancham a terra com a morte...

No ar o silêncio do sepulcro,
As ervas secas,
As espigas enfermas,
Recusam o grão que alimenta.

E a nuvem sombria
Desce sobre a terra,
Trazendo a noite e a chuva em lamentos...

O suor gelado toma conta
Ergo aos céus a minha voz,
Minhas mãos suplicam,
De todos os lados o céu,
De todos os lados o mar,
Nas nuvens que ocultam o dia.

A árvore morreu,
O homem a matou.

(DD-Campo Grande-MS, 20.10.10)


(Delasnieve Daspet)


voltar última atualização: 25/04/2017
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