A Garganta da Serpente
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Chrystian Paiva
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Rosas

Umas rosas distantes
Nasciam pelo concreto
E como erva - dano se perdiam
A um tempo em que se esbanjavam os dias

Estas flores, mortas de há muito
Cuidam de estar vivas, moribundas
Em determinado lugar defunto
Que nada sabe sobre tempo

Ontem apaguei certas luzes,
Definitivamente,
E elas vieram atrás de mim,
Ignorantes,
Não sabiam que eu não mais era jovem

As luzes se apagaram de vez
As rosas se retorceram secas
O tempo tornou ao seu lugar
E busco incrédulo crer
Que rosas defuntas não vivem
Assim como luzes queimadas
Não se acendem

(2007)


(Chrystian Paiva)


voltar última atualização: 14/11/2007
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