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"Poema da Morte e da Tristeza..."
Poderiam sonhar se quisessem...
Mas seus pesadelos os fazem adormecer nos horrores,
As antigas rosas já não existem,
Nem as lembranças nos olhos dos anjos de mármore,
E se vão com minhas lágrimas a cair no chão...
...Não consigo sentir mais o violento sangue em meus olhos,
A saudade das dores em minha essência!
O sorriso se perdendo com a tristeza.
Uma pura inocência de vida... Que ouço...
Meu último fôlego deixando minhas palavras,
Que perdoa morrendo no adeus,
que revive na morte...
Mas que nunca soube encontrar,
Entre os sonhos e pesadelos,
No horror de minha vida...
A morte real ou a irrealidade de viver?
O que seria mais cruel?
O que ser?
Nas mentiras que preenchem meu vazio...
Onde as palavras do medo se reestabelecem.
Os frios ventos de Novembro...
Fazem meu ar inútil.
E aos sons finos dos que sofrem...
O Outono se vai,
Levando consigo... As lembranças apagadas...
Diários de Uma Morte sem Fim...
Outubro, Novembro e Dezembro se vão como as folhas...
Deixando suas lembranças e suas horas...
Assim que se costuma pensar sobre as páginas em branco que irão
compor,
Novos parágrafos que contarão as histórias de uma vida.
E quando essa vida passar... As páginas continuarão a serem escritas.
E o tempo continuará a contar suas horas.
O vento continuará a soprar fortemente contra as barreiras do espaço...
E os mares não cessarão de rebater suas ondas contra as pedras
do infinito mar.
Na vontade de querer pensar nas coisas que antes não se tinha vontade
nem de olhar...
No vazio das lembranças... Que insistem em tomar conta da minha consciência.
E nos sentimentos que já não existem... A imensidão do
nada me diz dores soletradas...
Um dia o sangue dos poetas congelaram...
Não tinham mais vida ou viver...
Não queriam o sabor sentir...
Nem aromas mais apreciar...
Tinham perdido o que significava o sentido de serem humanos...
Tinham se tornado seres humanos!
Passaram pela dor e pelo sangue...
Perderam seu amor e seu carinho.
Acho que me sinto assim...
Aos finados poetas que antes me conheceram e me disseram estas palavras...
No adeus e na partida dos meus versos mortos diante do júri da incerteza.
Já não tenho amor para sentir... Nem felicidade para demonstrar...
Não existe sorriso ou alegria...
Nos braços onde a morte me embala...
Fecha os meus olhos...
E me diz profundamente com a sua suavidade...
O adeus que tanto esperei...
Se foi sonho ou realidade... Jamais saberei...
Mas se acreditar é viver...
Não acredito em nada... Morrerei em paz com versos mortos.
Onde a vida é o tormento dos meus olhos...
As Rosas do Mal
Mesmo que eu ande pelo desconhecido amedrontador...
E o medo acompanha-me lado a lado.
Mesmo que eu ande pelo vale da morte...
Os ventos que me tocam e me assustam...
Os dias que morrem e as noites perpétuas,
Com estrelas a brilhar no distante luto do céu...
Reluzindo no mar negro e profundo,
E estava lá...
Quando as aves voavam no céu encoberto pelo universo,
Na chuva fria que caía suavemente na terra...
A terra molhada onde se pisava...
E estava lá...
Diante do abismo de onde os poetas se lançaram...
No fio de tristeza que envolvia a alma.
O sangue frio que corriam pelas veias dos mortos...
O pesado sentimento assassinado pelo olhar...
A última esperança nascida de uma morte,
Na vida,
Na vida deixada por mim quando me atirei,
Para que uma nova esperança surgisse,
Para que nascesse um novo sentimento...
E reviver daquela solidão que consola.
As lágrimas que formam esse mar...
Eu estive longe da minha vida,
Onde nunca mais voltei...
Sem que pudesse perdoar...
Na Saudade dos Corações dos Anjos
Antes que soframos pela perda da nossa vida...
Pela dor de viver e sentir...
E ainda que jamais sejamos humanos para compreender o que é a dor,
Sabemos o que é sofrer nos olhos por onde escorrem as nossas lágrimas.
Diga-me aquele que teve olhos inocentes de olhar para o céu,
Diga-me sorrindo,
O que é o céu? Por que o céu é o nosso infinito,
se ele é finito aos nossos olhos?
E ouvi alguém dizer:
"A menos que consiga toca-lo, não entenderá nem porque ele
é tão puro como a inocência de uma criança"
Pensei uma vez que o céu é a saudade dos anjos,
O azul dos seus olhos que nos vêem,
O vazio que os fazem chorar de saudade.
Sou um mero ser humano, o que sei eu sobre a saudade dos anjos!
Apenas que podemos ter a saudade dada pela dor de uma perda.
E os anjos...Uma saudade de amor,
Uma chama de sangue que ilumina as suas íris!
Diga-me a saudade,
Se o que sinto é solidão,
Ou apenas essa chama arder em meu coração...!
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