A Garganta da Serpente
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Camilla Rosa
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Essa nossa amizade

Essa nossa amizade - quase paixão
Quantos instantes de loucura
Quase todos em segredos
Leviu-nos à uma procura
Um caminho sem porta de saída.

Mas que doce amizade - qual nada
Quando nos olhamos nos perdemos
E o mundo é só um enorme deserto
Onde nos encontramos e nos esquecemos
A vida nos dá grandes surpresas!

Meu querido amigo - meu só querido
Nossas mãos não podem se tocar
Seria nos colocar frente a frente
Dois seres a se amar
E nada restaria...

Ah, esse sentimento - meu amigo
Está consumindo a minha vida
Por querer um amor, uma paixão
Então me faço de esquecida
E você pensa que estou ausente

Agora que é só amizade - amor
Quase não consigo esconder
Meu coração trai minha confiança
Está sempre a lhe querer
Meu doce amor - doce amigo.

 

 

Sem Heróis

Briguei
e das mãos amigas
lembranças queridas
eu arranquei

Com palavras absurdas
duras demais
empurrei ainda mais
as angústias surdas

Por mais que tente, eu não sei
viver com todo esse medo
e que sempre será um segredo
e que ninguém entenderá, bem sei

Meu erro foi querer bem
mais que poderia imaginar
agora não posso suportar
fazer um amigo triste também

Quem sabe um dia
consiga sobreviver
e abrir meu coração

Você amigo, eu queria
nunca vê-lo sofrer
minha vida é uma contradição

Se pudesse eu preferia
a essa briga esquecer
seria então uma felicitação.

 

 

Sopra o vento sonoro
soterrando os sonhos
sopra a vida para as sombras
suplicantes sem respirar
gritos silenciosos
gemidos e sussurros
sustentando sozinho
a luz que escapa
sobrevive não sei como
sonhos solitários
treme ó chama
luz afugenta o sopro
leva para longe
levemente
todas as sombras dos sonhos.

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última atualização: 14.11.08
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