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Ampulheta do Tempo
O tempo é a raiz que faz nascer o desespero:
Inconstância sentimental
Que provoca saudade
E vem com uma
Comodidade
COm
a
Idade.
Basta Apenas
Eu pensar que és
Poesia sublime no coração
Que o desespero surge com palavras
E se degenera nesta ampulheta do tempo.
Final de Semana
Vamos brincar no parque
Com as crianças
E sentir a liberdade
Que é dada.
Quem foi a sua namorada
Na semana passada?
Quem brincou com o teu coração
Dizendo que isso é amor?
Trabalhar a semana inteira
É só mais uma correria
Que acontece todos os dias;
Agora vamos fazer da minha maneira.
Deite-se aqui no meu colo
E sinta o pulsar do meu corpo,
Tudo pertence a vibração
Que traz o amor neste momento.
Eu não aprendi brincar
Com o coração de ninguém
Sei apenas dar o meu amor à alguém.
Eu Sou
u sou aquele
Vagabundo oriundo
De um mundo imundo.
Eu sou aquele
Inimigo bandido:
Um iludido pervertido.
Eu sou aquele
Revoltado magoado:
Um apaixonado errado.
Eu sou aquele
Amante distante:
Uma vertente inconstante.
Velejando as Nuvens
Eu gosto de distrair-me olhando o céu,
As nuvens se movendo para o outro lado
E os sonhos vagando por aí.
Brincar de imaginar formatos para as nuvens
É o mesmo que poetar sonhos,
A nuvem que parece um barco
Navegando pelas águas do oceano.
E agora parece um coração ferido
Com um enorme espaço vazio
Encharcado pelas águas deste mar azul.
De repente fez uma ponte de saudade,
Quando eu estava no meio do caminho
A ponte desapareceu
E eu caí no fundo do mar.
Quando eu percebi o céu estava nublado,
O sonho havia terminado,
Apenas a verdade começava a se formar:
tempestade da solidão!
Movendo o meu barco para o fim do mundo.
Stonehenge
Todas as formas de amar alguém
Foram extraídas d'alma
Onde os sentidos fluem intensamente
Em direção à prática do bem.
Inoxidável é a engrenagem do mecanismo
Que faz o peito oscilar neste sentido,
Porém desgastado está o coração
Que bate quase sem potência.
Há vida na correnteza que move,
Mas há tristeza na água que corre
Porque o amor é aquele que morre.
Mas se a vida está na leveza
Como pode o amor ser a tristeza
Que oscila contra a correnteza?
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