A Garganta da Serpente

Aline Aimée

  • aumentar a fonte
  • diminuir a fonte
  • versão para impressão
  • recomende esta página

Vapores

a lentidão eterna do pó suspenso
magnetiza meus olhos rijos,
olhos de concreto:
paredes que me encerram o interno

escuro

na inospitalidade fria e acre
de pulmões em coma
inspirando a sua ausência
expirando o anseio
pela simultaneidade contigo

silêncio simultâneo
presença quente
espaço compartilhado

do buraco que herdei
sorvo vapores
(é o que resta)
vapores da memória

teu rosto na moldura do meu peito


(Aline Aimée)


voltar última atualização: 19/04/2011
15013 visitas desde 19/04/2011
Copyright © 1999-2017 - A Garganta da Serpente