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Abri a boca, tinha-me esquecido.
O cão continuava a ladrar pela linfa
pela quanta.
Não soube o resultado do sorriso, a posta
psicológica engolia o prato, os mendicantes
tomavam
conta.
Outra vez era o tempo.
Nenhum olhar me pertencia
à beira do aberto descia ao observatório
rapava a genefolia.
Ai, por uma luz
que não morresse à minha entrada.
há ramos sujos na direcção do mundo,
sulcos sem pó das multidões,
cerejas sagradas à procura da boca
divina
tinjo-me de claro
para ser visto o bosque
onde é cometida a unção
do conhecimento,
nascida das pérolíssimas brilhantes
agora mesmo me atordoando se as olho
faço da coxa onde me iço o estandarte
onde irei morrer adiante
desaparecendo como um fluido de 14 dias.
por róseos pámpanos
tua cadência
se pasta
aquém-quadro, postigas
a penugem de verdes
e leitosos, diria
desaguantes
penso era bom infiltrar-te
do mais azul que o vermelho mostra
noção de ciência, fraca
fantasia
no berro do boi livre
o oco,
o que extraordinário
não perceberes nada
de mim,
essa vigarice de erótico pudor
ave suja que remigra
diferente ao mesmo
lugar
não é contagiante
o sonho, a treva
opõe-se ao garfo
líquida comida o marron
das entretelas
o bastrantante
põe a língua na gnose do molho
sidera o contrato social: a loucura
é à vez
O caminho em traço
curvo, de origem,
o esfíncter borbota o horizonte, dois
ameando o oiro
há um réu orgânico.
ómega,
a dura de abrir
círculos, abraçar
o pensamento, pensão
do caos
os deuses nascem nas encostas
da poeira confusa como tinta
ou luz da diferença
nos ombros
não quero ir ver o mar
quero está-lo!
amo este difícil
esta pólvora de jardins na palma
da mão
uma anglopia decima de um destino
com pulso,
estalo.
(Poemas do livro "Dá-me Com A Noite")
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