Texto de:
Mutante in Sanidade
- Um livro de Jorge Henrique -
Jorge Henrique travou seu primeiro contato com a poesia aos onze anos, quando
foi presenteado por uma amiga com o livro "A invenção de Orfeu",
do modernista Jorge de Lima. A partir daí, envolveu-se intimamente com
as letras. É difícil, entretanto, precisar quais teriam sido suas
influências literárias mais marcantes, uma vez que, desde sua adolescência,
tornou-se um leitor assíduo de vários poetas, dentre os quais Augusto
dos Anjos, Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Fernando Pessoa.
Em sua produção percebem-se traços incontestes das várias
tendências da poesia. De sonetos clássicos a poemas experimentais,
sua poética faz uma espécie de viagem pelo tempo e mescla várias
estéticas. Nela encontramos evasões românticas, sublimações
à moda dos simbolistas, anti-lirismos e uma atitude metalingüística
recorrente típica da modernidade. Como o próprio autor afirma na
introdução de seu primeiro livro "MUTANTE IN SANIDADE",
seus poemas são "frutos de (seu) contato direto com o mundo. São
a radiografia dos (seus) estados de alma e, embora não apresentem uma temática
constante, conservam intrínsecas ligações que acabam por
formar um painel de emoções e idéias montadas à maneira
de uma verdadeira colcha de retalhos onde há um 'algo' harmônico
que parece vagar na inconstância vivida e representada".
Seu livro: "Mutante in Sanidade", publicado em 2001, contém poemas
que datam de 1991 a 1996, apenas cinco ou seis são mais recentes. Compreende
37 poemas que refletem uma visão de mundo particular, numa pintura única
do poeta sobre os mais diferentes aspectos da realidade e sobre o que essa mesma
realidade imprimiu em seu ser ao longo de sua vida.
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Mutante in Sanidade Autor: Jorge Henrique
Ano: 2001
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