A Garganta da Serpente
Ouroboros poemas sem fim
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TERNURA


Na curva
do seu sorriso
sinto o carinho que se aproxima
... com olhos azuis-esverdeados, grandes e penetrantes, acompanhados por belos cabelos longos e cacheados da cor de fogo, mas irradiados pelo sol, se tornavam dourados , nuns movimentos mais delicados, soltando de leve, no ar, um odor agradavel, apresentando com um corpo admiravelmente de um deusa.

o sentimento cria o queremos ver...

e a ostentação que me espera.

também é ternura
o que fica de um amor
jovem,
quando sentimos como nossa
a dor do outro,
esplendor
oculto da semente
que foi a flor
esplêndida e memorável,
porém, presa
no tempo da sua Primavera.

a flor, contudo, é eterna,
na semente apodrecida.


Suave perfume
Leve brisa
Que ao passar
desalinha os meus cabelos,
e me faz sonhar com ternura
o sentimento que dedico à você.
Procuro o horizonte
e ao encontrar,
me sinto mais plena.
Só então percebo
o quanto nosso coração nos dá a liberdade de sentir...
o vento
o mar
o sol
Você...








e no que é terno
e sobremodo altivo,
perscruta a evasão
com um arrepio
e
um sacalavão-

ao ver-me,
encontro-me como
que por sobre
a escuridão:
sua parte e
perdição.

um estilhaço de
beleza
de teu rosto...
uma vontade
de te fazer arte
numa infinita vidraça.

Punhos nos bolsos furados
Tudo belo
Quando se é apaixonado
Quando há um sorriso nos lábios


muita ternura

O alívio de meus ardores,
A calmaria de meus temores,
O motivo de meus amores:
Por ti, doce ternura!!!

Um rosto
seguro em carinho
Um anzol de seda
um puxão de vida
Ternura
capciosa efusão
docifica os atos
bobeia a razão

E assim segue
em palavra, luz e cor
que quem não te crê
- ternura -
também não te pode ter

É o que pedes? (te dou)

...o êxtase de sentir tamanha grandeza...

(lá fora o mundo se vai,
mas na ternura de meu peito te abrigo)

Pra dizer uma vez mais:
Suellen, Te Amo!!!

Ternura, pura, pele traiçoeira
doçura, meiguice, na escuridão vagueia
Perdição de amor, sem eira nem beira
Imaculado sentimento,coração de freira

Assustadora cegueira, escuridão profunda
Cheiro da carne que impreguina os sentidos
Coração limpo, mente imunda
o eterno gozo de carinhos recebidos

Ternura,franca, verdade plena
delicadeza da alma, perfume de rosas
como um singelo rio, Maria Madalena
O mais puro gozo das relações amorosas.

tomar do chão a folha seca,
e deixa-la ir no vento.

entardece o mundo, mas
a marca que deixaste na minha alma,
irá comigo para sempre.

Ternura infinda, a que sinto por meu amor
Chega a causar-me insônia
A distância traz-me uma certa dor
Saudades de minha amada Sonia



ternura?
fluir de águas
antes represadas

flores nascidas
para se prenderem
nos teus cabelos.

e choro nos teus olhos
a saudade dos meus
querendo tê-lo perto e sentindo-o tão distante
Vem amor, acarinhar a tua pele
que deixaste presa na minha alma!


Vem amor
Adoça minha testa de fervura
cala meus bordões de amargura
Abre-me o alçapão do peito
liberta o que achar por lá do defeito
de não saber amar
Puxe-me num beijo
até a cama dos teus seios
me faça transbordar

Venha e me entregue o amor que esperei a vida inteira....

Inúteis os versos...
Nada acrescentam,
posto que teu riso diz tanto de mim.
É teu riso a fala mais profunda, mais sensata
para dizer dos meus sonhos todos.
Para acender a chama da Vida,
que já não mais espera...
Chegaste!
E o teu riso fala da ternura,
da grandeza,
daquilo que és em minha vida.
Inútil, o poema...
O teu sorriso diz tudo sobre meus sonhos.

Ficou preso
amarrado, e imovel. Quis o desejo
um tempo, um silêncio.
Novamente adormeci.

Sejam os ecos de cada toque teu que embrulham esta ternura
Que sejam os murmúrios de uma casa vazia que me enrolam de novo em ti,
Que sejam os violinos dos teus beijos passados que me abraçam antes de dormir.
Ternura?
Não.
Apenas Tu
Somente Eu
Nem perdidos nem achados
Pousados numa promessa que nem sei se vai repercurtir


Seus olhos doces, ispiram afeto
Doce ternura do teu ser
Teu gesto, tua boca macia
Teu corpo delicado
Tudo é muito fino
Parece cristal
Carinho que tenho por ti
Tamanha ternura sinto ao te ver triste assim, chorando
Olhe pra mim com seus olhos
meigos, com esse jeito terno
carinho
quero ser o seu carinho.

Quero sentir o afago deste olhar,me perder neste mar de prazer.
sentir o enlaçar de teus braços , num abraço.
e assim permanecer.

sentir
o calmo roçar de belezas,
impurezas,
misticismo cru....
ternura que abarca
nosso corpo nu
e nossa alma
sem calma
sem asa
sem ...
...
.



Um véu se descobre
Sobre um
Sentimento que
Me
Estremece.

Roço
Os meus nos teus
Lábios, nos
Pêlos
Do teu peito. Deito, leve,
A cabeça.
Desconheço-me.

Que outro
Eu me nasce?

Seja qual for
O outro,
Tomo-o nos braços,
E embalo-o.

Uma
Música belíssima
Eleva-se,
Envolve-te, ao rosto,
Acaricia-te
Os olhos.

Nunca a havia
Escutado, salvo
Neste lavado
Agora.


Ofereço-ta. Soa - me
Doce no coração.
Aceita-a.
Não
A mereço.


Inédito ( ROSAS DE JERICHÓ)


Ah, doce ternura que eleva a alma dos enamorados,
e floreia a vida dos encantados,
Vós que clama pelos cantos mais obscuros da carência humana,
prende com seu elo forte a razão daqueles que insistem na surdez e na pobreza de não ouvir teu belo canto.

Canta, doce ternura
encanta também os que não podem te ouvir não podem
tamanho é o barulho que traz a solidão...

canta ternura
regaça tua canária garganta
em qualquer tom maior
levanta os mortos sentimentos
leva para o chão de terra
os pés que só tocaram cimento
amacia minha cara de pedra
arrelia meus ouvidos
docifica minha palavra
e se puder antes que acabe
por favor me mate

Num gesto desprendido
Na folha de um poema
Olho teus olhos,Pequena
E é tua boca que comigo brinca
Na curva
do seu sorriso
encontro as linhas da minha vida...

Seus olhos brilham,
Suas mãos tocam meu rosto,
A ternura que nos une é doce e quente.
Você é quente e doce...
O seu colo se torna meu abrigo,
A sua vida se torna a minha vida.
O amor presente transborda, incomensurável!!!

a ternura,a solidão,não são uma só?

Ternura aos quinze anos..;
Inesquecível noite terna,
Coração ainda sem danos,
Sonha a felicidade eterna.

Hoje de idade quase dobrada,
Vive reclusa e em prantos,
Seus gestos que eram brandos,
Tronaram-na triste e amuada.

Dir-se-ia ser os quebrantos,
A causa de tamanha má sorte,
Do amor capturado pela morte.

E foram mitos, e foram tantos,
Que pra ela criaram uma frase;
“Ternura é apenas uma fase”.
Adam


Ternura é sentir tua pele se arrepiando ao toque
ternura é te embalar em meus braços como se fosse uma criança
ternura é poder acordar ao teu lado e lhe ver primeiro do que qualquer pessoa
ternura é sussurrar baixinho eu te amo
ternura é o sentimento que nasceu em mim quando lhe vi pela primeira vez !
sentimento que contagia, aquece minhas noites frias e mefortalece ao passar por tempestades
ternura é simplesmente você!

Quando adormeces
e o teu corpo
fica aconchegado
tanto pela noite
como pelas minhas mãos

Abraço o momento e me dispo de toda mácula.

Dói me ver partir a partir do teu sono...

Há uma luz, uma ternura
No teu toque
Não precisa maquiagem
Deixa assim
Puros, corpo e alma
Sem retoques
Há toda uma paz
Um abandono
No teu toque
Deixa assim
Descansa em mim
Dorme se tens sono...
As marcas da vida
Guardadas em nós
Nossas mãos unidas
Em um toque
Não precisa maquiagem
Deixa assim
Esse amor puro
Sem retoques...

Vamos ó Baby Levada!
Viajar esta longa estrada
Sulcada, alva, nevada,
E deixar marcas listrada.

O carro está agora cheio
De combustível e afeto;
E não precisa ter receio
Trouxe seu CD predileto.

Não olhe mais pra atrás
Gosto de sua meiguice,
Do seu olhar zás-trás
Da sua eterna meninice.

Dentro do porta-luvas,
Guardo o teu pente,
Espelho, balas de uvas.
Tudo é tão de repente...

Vamos, estrada afora,
Fazer calor, derrear o frio
E seguir como um rio;
O que existe é o agora.

Quando tínhamos dezenove
Achávamo-nos importante
Porque estávamos In Love
A partir daquele instante...

Os instantes passam rápidos,
Logo mudarão as estações...
De rock-and-roll, de emoções.
De ternura e beijos ávidos.

Pra viver não se paga entrada
É preciso apenas ter ternura
E seguir pela longa estrada...

Vamos baby! Vamos de vez!
Vamos Baby Levada!
E não creia em talvez....


Subverter-me.
No avesso de mim
a ternura
E de tanto existir
encontrar um caminho
no meio das pedras.

À pressa conto-te a saudade que me esmaga os dedos,
Vou sair a correr por entre o limbo desta distância de ti,
Apeteceu-me hoje ir esperar-te, lá, onde combinamos,
Mas lembrei-me que, aqui, vou recolhendo memórias de ontem e de amanhã,
E quando lá chegar, vou-te esperar sim, mas embrulhada
Num bouquet de tudo o que és tu
De tudo o que eu sou
Para em ternura
Florir a casa que, lá, espera por nós.
Respiro sem ar porque me faltas....tanto!

Quanta ternura havia
Naquele doce olhar,
Dir-se-ia que nele se via
O azul do céu e do mar.

Se nele houvesse lágrima,
Escurecia o mar e o céu;
Pois, seria uma lástima
Turvar maravilhas com véu.


essa ternura
nao me engana mais.
é faceira ela.
me envolve ,
me toma de um jeito...
por qualquer coisa ela aparece.
deixando-me mole,
leve...
aberta.
pronta pra dar.
toda essa ternura
que não cabe mais em mim.



gosto de fumar
adoro beber
me faz feliz ver a fumaça
tomar destino ao vento
acendendo a imaginação...
abafando o sofrer.
O álcool
derruba limites
totalmente democrático
faz amigos...
Abre sorrisos
mostra você verdadeiro,
te leva ao paraíso.
Não adianta separá-los,
a fumaça eo alcool esbanjam fidelidade,
juntos!
É só ternura, ilusão felicidade...



Notas de Ternura

Um pio..., um trinar de alegria gorjeia,
E num fio percorre a esperança e a ternura;
Sai dum ninho como um rio e murmura...
Fica..., insiste a repetir a nota que semeia...

E ecoa sobre copas, e nos ouvidos passeia;
Encanta a cidade, onde outrora a formosura
Era de pomares verdes e de aurora alegre e pura,
Incomparável ao vaso onde o cravo à rosa rodeia.

Seja num verão, outono, inverno ou primavera,
É com muita paixão, que esse autor traz consigo
Notas de ternuras, e canta as emoções que tivera...

É com ternura, que a esse cantar eu tanto persigo,
Mas que pena!... possuir só pena que se degenera
Nesta cidade poluída, sem poder contar contigo...

“RES NON VERBA” - FATOS E NÃO PALAVRAS


Notas de Ternura II


Deu um pio e num trinar de alegria gorjeia,
E num fio percorre a esperança e a ternura;
Leve, sai do ninho; olha um rio e murmura...
Insiste do poste a repetir a nota que semeia...

E ecoa sobre copas, e nos pavilhões passeia;
Encanta a cidade. Conta: da outrora formosura
Dos pomares verdes e da aurora alegre e pura,
Incólume ao vaso onde o cravo à rosa rodeia.

Seja num verão, outono, inverno ou primavera,
Compõe e executa, incansável autor, traz consigo
Notas de ternuras e canta as emoções que tivera...

É com ternura, que a esse cantar eu tanto persigo,
Mas que pena!... ver o seu canto que se degenera
Neste canto da cidade, sem poder voar contigo...

“RES NON VERBA” - FATOS E NÃO PALAVRAS


Ternura para três haicais
¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢
Um beija-flor todo
Encabulado de ternura
Na janela do meu amor.
¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢
Filhotes de pardais
Ternura e algo mais na palma
Piados desiguais...
¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢
Ternura pára a tarde –
O gado busca alimento
Pela relva verde.
¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢¢


A ternura do teu coração, depende somente de você... Levante-se do chão.... Erga-se.... Encha teu peito de amor.... Lembra-te de um Deus vivo...que enviou seu filho para morrer por nós.

... ... ...
A ternura para com ela
Era sentimento confuso...
Queria ser o amor dela
Ser titular e não intruso..
... ... ...


... ... ...
De repente era toda ternura
Ou a suave tristeza presente,
Mas o tal sentimento de repente
Permitia-lhe dar-se sem censura...
... ... ...

Não sei se é amor ou ternura
Mais preciso me decidir
Quero o amor pleno, sem censura
Nao a ternura morna do exilio e da clausura

... ... ...
Naquele olhar austero
Percebia-se ternura,
Espinho, flor e doçura,
Embora fosse severo...
... ... ...

Quero amor
não
ternura.
Quero ser
somente
tua.
Me ama com
ardor.
Não quero ternura,
quero
amor !

... ... ...

(anos após guerra...)

O homem de terno
olha com ternura
pro olhar materno...


A mulher ternura
abraça o terno -
(ato de brandura).


Retrato interno -
(morreu com bravura)
aquele do terno.

... ... ...


Aquele que que terno
recebeu sem reclamar a Ternura
Deixou-se levar pela leveza
da mulher cheia de candura

... ... ...
Quatro Mãos

A mão que desliza < > ternura (me cedo)
A mão que suaviza < > suprime (a dor)
A mão que escraviza < > “paúra” (dá medo)
A mão que aterroriza < > crime (e horror).
... ... ...

O amor nos leva por caminhos nunca antes andados,mas,por quilômetros sempre sonhados!
(Mônica)

Um amigo é um presente precioso,um ser incrível com quem se compartilha silêncios,alegrias e a própria existência....Podem passar anos,surgirem distâncias,mas as marcas de uma verdadeira amizade ficam para SEMPRE!!!!!
(Mônica)

... ... ...
Sempre com ternura lembrar-me-ei dos amigos:
Dos que só passaram por mim...,
Dos primeiros e mais antigos,
Dos últimos que se foram, em fim...

E com ternura eu os lembrarei sempre assim:
“Àqueles que passam por nós não nos deixam
sós, deixam um pouco de si, levam um pouco
de nós...” (A. Saint Exupéry)
... ... ...

Amigos quando se vão levam a alma e o coração !

... ... ...
O afrontamento do espinho
Rende-se à ternura da rosa;
Eis, pois, o natural caminho
Do convencimento da prosa.
... ... ...


... ... ...
Prerrogativa II

Fiquei convencido com o rei da França,
O que ficou embevecido pelo Rei-Astro.
Ele nomeou-se Rei-Sol, e em prol da liderança
Via-se Rei e Sol, ambos na vante do real mastro.
Todavia, vanidade como esta eu não tive,
Porém, acordarei rei e sonharei ao teu lado
O sonho soberano que nunca me deixa livre,
Tu nele me escravizas, ó desejo despertado!

Quero, que me revelas! Sempre, todinha de vez!...
E não te apartes desse meu e teu frágil momento;
Revela-te sempre - Sol ou Lua. Pra nossa tez :
Sê, de dia: a quinta grandeza do firmamento;
E à noite: serás a lua-de-mel das alegorias...
Mas, se, me negares doravante os teus olhares
Serão mulos os dias, e as noites sem alegrias;
Quando eclipsares e não mais me desposares...

*** *** *** *** ***

A única maneira de se livrar de uma tentação é sucumbindo a ela – (Oscar Wilde)
... ... ...

Ternura é ternura.

... ... ...
Ternura maior não há
do que o jeito da ave
pisar, sem que nada grave
aconteça à ninhada, a piar...
... ... ...

... ... ...
O olhar de ternura
E o sabor de chocolate
Do coelho branco.

É tanta gostosura
Que o meu ‘ Cão Xodó ’ late
Com um gesto franco.
... ... ...

... ... ...
A ternura
dos homens é passageira,
- pouco dura -
contudo, é mensageira...
... ... ...

Ternura
E ouro que cai
Da tarde em poente

... ... ...
Ternura, ternura... É o dom de ser capaz de arrancar um sorriso da amargura.
... ... ...

Leve pétala que tomba em minha mão
Sopro indivizível de amor
Sorriso que encandeia e enternece...
Ascenção ao infinito
No toque dos teus lábios o meu pensamento...
Tudo em volta permanece níveo
A pureza torna-se real.

Sensação pura de existir!

...
na ternura encanto-me
sentindo-me bela criatura que ama
sem artifícios de sonhos
junto a paz do firmamento
que desliza
dos meus ombros
e anseio a bradura
que me cede a mao
do real... do real... real
...

E todos conheciam “Dona Ternura”
e ela estendia sempre a sua mão,
e era tão suave, quanto segura;
e tanto era sim, e também era não...


...............
Esta nobreza que te encanta
Faz-me sentir igualmente pura.
E tuas mãos revelam
segredos
que me invadem o
coração.

Encantada vi meu
rosto
ser tocado por tuas
mãos
com um toque aveludado
repleto de ternura
repleto de paixão.



...

Quando for muito dura a textura
De um frio e impenetrável coração;
Maneja-o, que ela se fura com ternura...
Isso é: ‘cura por primeira intenção’.

...

Passa tempo, tempo passa,
e eu ainda acho graça em você.
Já nem pergunto por quê?
Amiga não exige resposta, só abraça
com ternura e emoção que parte do coração e se faz presente e contente na vida da gente.

...

A boa literatura
traz o cheiro, as cores, o som
o ódio e a ternura;
com harmonia e bom-tom.

...

E é com bom -tom
que me permito
flanar nesta tua poesia,
repleta de amor
e harmonia.
Encanta-me teus versos alucinadamente
entregues e constantes.
Saboreio em cada
compasso,
o cheiro de tua doce
harmonia.
O som que purifica meus seios, meus poros, meu coração,
ruborizando-me a face
num tom vermelho-paixão.
E o som desta melodia me atrai,
qual serpente,
enroscando-me
em seu ventre.
Fecundando-me
com ternura ,
numa melodia.
visceral e harmonizante.


...

Espaços cheios

Esses quartos, hoje, de espaços cheios
Já viveram cheios de carícia e ternura. ...
Abri ‘aquele’ pra imaginar, ó formosura!
Ocupa o teu espaço e me mostra os seios.

...

Abençoado seja
Ó bela escultura.
Abranda meu anseio,
abranda minha loucura.
Oferta-me teus quartos,
teus lábios, teus beijos.
Revela-te a mim
neste lascivo
envelo.

Corrigindo.
neste lascivo enlevo.

* * *

Igual as nuvens
De sapatos altos,
Tu vais e tu vens
Sobre os saltos.

Passo a passo:
Sobrolho de meiguice...,
Só colho pieguice... .

E depois? o que faço?
Te namoro e adio,
Te demoro e vadio...

* * *

Não esquente a cabeça
Que inunda teu rosto Com este mar de desgosto
Que te tira do sério
Te envolvendo em mistérios
Falando em pieguices
De nuvens que
passam
Em busca da meiguice .
E de de sobrolho
te olho
E depois te enrosco Saboreando este enlaçe
De ternura e simpatia Que de saltos ou sem
saltos
Te acompanha os
baixos e altos
Que te espera sem pressa
Que ao mesmo tempo se descabela Quando sem rumo
adias os passos
E na vadiagem do dia
te esqueces de mim
e cai na folia.

* * *

Quadras de Ternura da Primavera


Eu nunca namorei uma rosa,
Mas já flertei com duas dálias
E uma tília; e mantive boa prosa
Com várias mestiças crisandálias.

Andei por perto das bromélias;
Paquerei as beladonas do colégio;
Conheci duas senhoras camélias;
E uma acácia cedeu-me um privilégio...

Já me envolvi com a flor-da-paixão,
Que eu a chamava de a flor do maracujá;
A flor-da-verdade me passou um sermão
Bem perto da boa-noite, da malva e do cajá.

A flor-da-verdade não é a flor-de-amor,
Eu acho que a rosa sim - é que é a flor;
Quando há rosas é que alguém vai propor
Amor às sempre-vivas, ternura e ardor ...

Azuladas e lilacíneas verbenas, aos pares,
Bailavam com as angélicas e as azaléias.
No lago, ao lado, duas lótus trocavam idéias
Acerca dos malmequeres e dos seus azares.

As papoulas, as chuvas-de-ouro e as peônias,
Formavam um outro grupo coma as begônias;
Enquanto as de folhas oblongas da boca-de-leão
Acudiam as flores pálidas do salgueiro-chorão.

E neste setembro chuvoso regando as eras,
Até mesmo os cactos estavam sedentos.
Já as dormideiras, bem molhadas deveras,
E os heliantos recolhiam os seus rebentos.

* * *

A ternura é cândida menina.
Ave alva; heroína no coração de quem ama
o Amor, segredo da
menina que se esforça, para não falecê-lo em alguma dor.
(ana de az)


* * *

INDISPENSABLES


DIEU - é o pai e criador de toda beleza

TENDRESSE – quem não gosta de ternura, carinho...?

LA MAMMA – é insubstituível no nosso caminho

FLEUR – é a arte caprichosa da natureza

L’AMOUR – é o principal e essencial alimento d’alma

MUSIQUE – se agitada esquenta, se suave acalma.

* * *


Triste desabafo de
de quem ama em
segredo.
Que destrói sonhos
de apaixonados.
Que vislumbra-se com a eterna cândura de menina imatura
sobrepondo-se aos que louvam e amam .
Heroína, ou não.
Aparta-te de nós.
E não te esforces mais em deter-nos
na ternura que nos
perdura e eterniza
neste caminho essencial
que nos acalma
e nos alimenta a alma
queda e silenciosa.


* * *

Qualquer carinho de mulher me consola -
Desde a transparente ternura da camisola
Até o disco de vinil arranhado na vitrola.

Coisa pouca, boba ou infantil não me amola,
Prefiro dar ajuda e trabalho que dá esmola,
Mas acho grosseria, em festa, correr a sacola...

* * *

De qualquer forma
Atrás desta camisola
Existe uma mulher que ora.
Uma mulher que chora.
Que na música
arranhada na vitrola
Busca por fim a esta
tola ternura que a assola
Sem buscar tempo, ou,hora.
Que absurdamente
me castra ,me enrola.
E saio desta festa
Sem ,ao menos, tirar
A tal camisola.



* * *

De noite, com ternura, o corpo se consola
Dentro da aconchegante camisola de dormir;
De dia o sapato saltitante gastou muita sola
Dentro de um e vir na lida dura pra cumprir.

Nos pés despidos, (sem sapatos e meias)
Na flor pele desliza o carinhoso cobertor;
Nos desejos noturnos relaxam as veias;
Na pausa, suspiros..., até o último estertor...

* * *

* * *

De noite, com ternura, o corpo se autoconsola
Dentro da aconchegante camisola de dormir;
De dia o sapato saltitante gastou muita sola
Dentro de um e vir na lida dura pra cumprir.

Nos pés despidos, (sem sapatos e meias)
Na flor da pele desliza o carinhoso cobertor;
Nos desejos noturnos relaxam as veias;
Na pausa, suspiros..., até o último estertor...

* * *

* * *

camisola
ou pijama
na cama
o que rola
se embola
sem tortura,
com TERNURA,
e queima,
e teima,
mas consola
e repete,
não reclama
e remete,
sujeita
e deita,
e levanta
inventa,
e assopra,
aventa,
e acopla,
funga
e não dosa,
mas tunga
e... goza!

* * *

Depois do gozo...
O gosto prazeiroso
de gravo e canela
que embebe
o corpo,
a cama,
o rosto,
os pés,
os braços.
Que com ternura
se desfaz da camisola
e a relega
ao chão que a venera
que se consola
em ver os amantes
sorrindo,
se amando,
e gostando,
da plena euforia,
que torna seus dias,
mais doces,
mais leves,
mais quentes,
mais ardentes.
E o ventre, valente,
se sujeita no leito
E se entrega
ao flerte,
ao abandono,
ao beijo,
que o leva sem pressa
em suas armadilhas
de doces encantos.



* * *

Ah! Esse grande sentimento terno,
que escraviza a minha pobre alma,
sabendo que o corpo não é sempiterno,
e é por isso o espírito pede-me calma...

* * *

Na calma, anteve-se
uma angustiante espera.
O corpo se ressente.
O espírito se angustia
E o que se perde,
é o tempo de se viver
esta doce poesia...

E distante do ser amado,
relembrando almas unidas
sorrindo à toa
por pura alegria.
Mas,a saudade que,
ora, os toma,
os faz agonizar
a grande perda...

* * *

O pouco (trivial) não me satisfaz
E o muito (demais) me sufoca...

Preciso reler a posologia da tua ternura, que me provoca
Ora satisfazendo minha guerra, ora sufocando minha paz.

............................................................

"Gozo e Dor"
Almeida Garret

"Se estou contente, querida,
Com esta imensa ternura
De que me enche o teu amor?
– Não. Ai não; falta-me a vida;
Sucumbe-me a alma à ventura:
O excesso do gozo é dor.
Dói-me alma, sim; e a tristeza
Vaga, inerte e sem motivo,
No coração me poisou.
Absorto em tua beleza,
Não sei se morro ou se vivo,
Porque a vida me parou.

É que não há ser bastante
Para este gozar sem fim
Que me inunda o coração.
Tremo dele, e delirante
Sinto que se exaure em mim
Ou a vida – ou a razão."

* * *


Na posologia, anteve-se
o engodo de doses
que se misturam;
Nos embriagam;
Nos enlouquece.
É horário para pensar;
Horário para tomar;
Horário para repousar;
Horário para deitar;
Horário para retomar;
Horário para nos submeter;
Horário para nos subverter...
E, quando sem raciocínio,
nos atemorizarmos
diante do efeito que nos pode causar.
Pergunto eu?
Porquê parar.
Se esta guerra,
oferta-te, qual, um
presente dos deuses
a força que te compraz
em, vivenciando ...
...a guerra...
Vencerás a batalha
Que , em tempo ,
pensas ,
viveres em PAZ.
Então, será tarde
demais.
O tempo que
nos ronda,
não espera jamais.
sorverá de tua boca,
a alma que te dá vida
e te deixará a um
canto relegado,
soçobrando à mercê
de carniceiros ambientais.

***************
RÉPLICA
Jaci Santana

De formosura, de
alento e companhia.
este meu amor te
acolhe , revestido
de ternura e carinho.
-Sim! Existe vida
em tu'alma!.
Existe o amor que
te acalma.
Ao apelo do corpo
sucumbistes.
E a pele estremeceu
em gozo.
E no gozo ,esvaiu-se a dor.
Carece o amor de tal prioridade.
E a tristeza se estabelece no
coração sem motivo.
E se entregue, viaja no tempo.
Se estabelecendo uma vida,
sem tantos desafios a vencer.
E este ser inaudível, impenetrável,
vem do teu próprio coração,
que já sem chão,
procura em ,vão, razão pra não viver tamanha emoção.
E a razão passa. Então, és o motivo que declaras nos rabiscos do porão
que abriga a tua
imensa solidão.

* * *

Não sei qual é o nome
Do que me trouxe
E, se isso se consome,
Mas sei do gosto doce...

É composto de ternura,
Elemento, que se acredita,
Que bem dosado habilita
Fazer do seu uso a cura

A fórmula é gostosa...
E talvez seja o remédio,
Que de forma afetuosa
Vai curar o meu tédio...

* * *

*... ↕... *

Hei! Stopped!
Parada aí!
Ninguém pode impedir
O sol brilhar.

Parada aí!
O que você pode fazer
Pra minha dor passar?

Não há psicotrópico;
Não há alucinante;
Não há calmante
No zênite do trópico
O calor é de assar
Ao sul do equador
Essa dor vai passar
Vai passar essa dor...

Hei! Stopped!
Parada aí!
Parece até assédio
Essa sua mania de me dar remédio...

Eu só preciso de ternura,
Eu só preciso de ternura...
Preciso que você me dê ternura...

*...↕...*


... E a tenura se encontra no sol.
Encontra-se na noite.
Entre os vivos...
Entre os mortos...
Nos céus e na escuridão.
Ela é um vulto na frieza; no calor; ou numa simples oração.

(ana de az)

* * *

A ternura é por excelência
uma propriedade inerente,
mas pode, com decência,
ser imitada, se coerente...

* * *

... E coerente ela vaga
os céus.
Desabrocha uma carne
em lágrimas. Visita
o espírito dorido mas
está sempre no cerne
do Homem, como uma
rosa branca a acariciar as almas brandamente.
Vive na brisa e entre
as tempestades.
Vive no silêncio e nos
santuários...
É o Coração de Deus
aos olhos do nosso
peito.
(ana de az)

* * *

Com que grandeza hão de ser comensurados
A abissal profundidade dos olhares amados
Com as insustentáveis levezas das ternuras?
Se olhares, análogos aos radares, são sondados;
E ternuras, tantas, nos fazem levitar nas alturas...

Todavia, ambas as grandezas são comensuráveis,
Desde que, esteja presente uma terceira grandeza:
– o amor! – sem ELE nos sentimos irracionáveis...

* * *



Deveras, a ausente
razão, ora,
transmutável,
traz um pouco do ser
amado.
E a emoção que
nos enleva e torna
a cegueira nossa
fiel companheira,
nos anula diante
do olhar ,cuja, luminez
se traduz,
em felicidade fecunda
recriando diante do olhar apaixonado
a leveza que a ternura nos impôe,
diante do ser amado.

* * *

Ó Altíssimo e Excelso Arcanjo!...
Vinde com ternura em Missão Celestial,
Trazido pelo som da música que tanjo,
Entanto, por necessidade mui especial.

Quero acordar aonde a minha Musa dorme...
Soube que Ela dorme ao som da lira de Orfeu,
E eu tenho, agora, essa necessidade enorme
De penetrar no labirinto onde Ela adormeceu...

* * *

Ó Senhor meu Deus!...
No silêncio desta Noite,
Enviai um Anjo,
Para acalentar os
sonhos meus.
Para que eu possa Dormitar na ternura que me acolhe sem açoite.
Quero acordar com
a presença do Cristo em mim,
E abrandar esta necessidade
De ver-te assim,
Igualmente perdido
no labirinto desta Saudade que me aninha sem fim....
.



* * *

Saudade não morre,
Se mata-la num porre.
Saudade cresce mais,
Se não visita-la jamais.
Saudade gera ternura,
Se puder, sem censura.
Saudade vai pro labirinto,
Se fugir do seu recinto.
Saudade de longa duração,
Se atingir o coração.
Saudade não obedece,
Se corta-la mais cresce.
Saudade doce amargura,
Se nascida da ternura...

"O acaso vai me
proteger...

enquanto eu andar
distraído..."

* * *


* * *

Faz tempo que esta ternura se foi .
Pausando esta nossa prosa.
Talvez, tenha -se perdido nalgum labirinto sem porta...
Veio visitar-me agora...
Há tempos que não ouço a tua voz milagrosa
que salvou-me de uma inevitável derrota.
Via-me com doce amargura,
mas,sem rejeição
libertando-me de uma interminável depressão.
Trazendo-me a cura sem remédio, sem injeção...




a cura para esta aflição está presa entre os negros cílios do teu olhar. A ternura com que me olhas e me convida para um fim de tarde debaixo das amendoeiras, mãos enlaçadas e o tempo preso no sorriso que mora em teus lábios.

* * *

Ela recitou naquele nosso colégio
A sua primeira poesia eleita.
A ternura dela foi um privilégio
Para aquela composição perfeita.

Depois, vieram outras tantas
Com temáticas diferentes,
Como: mar, pássaros e plantas;
Versos de ternuras sorridentes.

Um dia, passou a poetizar a dor...
A dor, que causa a falta de ternura;
Uma dor que a gente sente e procura
Disfarçar dizendo que não é dor.

* * *

* * *

Na subida do elevador
ele tinha a impressão
que sentia alguma dor.
Ou era ternura ou era pressão...

Chegando ao décimo pavimento
o elevador estacionou,
e aquela dor intensa parou.
Talvez, fosse ternura em movimento.

Chegando à porta do apartamento,
aquela dor parecia que ia retornar,
mas a ternura tomou conta do momento.
A porta se abriu e ela disse: já vou! Vou te amar!...

* * *

(Adam David)

na descida do elevador
bateu aquela depressão...
tavez fosse o calor,
tavez fosse tensão...

a dois passos da portaria,
o mundo com sua gritaria
o trânsito aquele inferno...
na loja um manequim de terno...


a vida era a mesma aqui fora....


* * *

A vida, muitas vezes, é dura... .
Mas, essa ternura, se durasse
pra vida toda..., essa ternura... .
E afora do teu olhar durasse
até a hora, que o meu fechasse.
Que bom seria.... essa ventura,
quão duradouro seria o enlace,
se essa ternura durasse e durasse
e durasse..., durasse porventura

* * *


* . *
Estúpida Ternura

Pra que tanta finura
Ao pisar na grama!?
Essa estúpida ternura
Não me poupa a trama,
Tampouco a amargura;
Queixava-se o gramado,
Fazendo melodramas,
Antecipando a agrura
De poder ser esmagado
Pelas bases dos quilogramas

“SUNT LACRIMAE RERUM LAT”
Existem as lágrimas das coisas - Virgílio (Eneida, I, 462).
* .*

CORREÇÃO:

“SUNT LACRIMAE RERUM”
Existem as lágrimas das coisas - Virgílio (Eneida, I, 462).



mão
pele
tato
de amor.
perfume
forma
cor de flor.

( ¬¬¬¬ )

A ternura do momento
Tinha sido eternizada
Num clicar desatento,
(Fotografia de risadas).
Mas os braços nos ombros.
Sugerem ainda, argolas, elos,
Que para o meu desassombro
Foram, um dia, jovens e belos.
( ¬¬¬¬ )

( ¬¬¬¬ )
A ternura do momento
Tinha sido eternizada
Num clicar desatento,
(Fotografia de risadas).
Mas os braços nos ombros
Sugerem ainda, argolas, elos,
Que para o meu desassombro
Foram, um dia, jovens e belos.


§
A linguagem dos corpos, com capturas
e gestos, foram eternizados num clique.
Depois, coadunaram-se lacunas, rupturas...,
num passado, que há muito já foi a pique.
§



(__)

Das memórias de ternura
guardei a cor e o cheiro,
e o objeto ainda perdura
na embalagem, inteiro...

(__)

A ternura é a procura do laço, não do abraço.

(*;*)

Ternura é:
Esvaziar o que está cheio;
Encher o que está vazio;
Coçar o que está coçando...

(*.;.*)
(Adam David)

* * *

Não! A tua ternura não te dá insegurança;
Oh, por favor, rogo-te que me desculpe.
É, que, às vezes, o teu lado criança
Cinzela-te de tal forma e esculpe
No teu rosto tamanha semelhança
De que o tempo parou ali e descansa...

* * *

Minha ternura
está morta
desde que amor terminou:
so/mente
um cego suporta
as trevas
que a Luz deixou.
mas é claro
que até ele mente:
a semente da escuridão
poderia haver nascido
da claridade?
Do atro bandono
brotar a verde esperança?

Suas linhas




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