A Garganta da Serpente
Acervo da Sala das Najas Tchello d'Barros
(01.12.04 / 14.01.05)

Mandalas Atávicas - Tchello d'Barros

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Círculos mágicos oriundos de várias culturas que cumprem funções de apoio a meditação, concentração, vaticínio e transcendência mística. Conjunto de símbolos e códigos visuais que visam ampliar a consciência, o auto-conhecimento, auto-controle e senso estético, têm na tradição das mandalas tibetanas e indianas seu principal referencial.

Sua principal característica, a despeito das diversas tonalidades e figuração muitas vezes geométrica, é o equilíbrio e a harmonia, mesmo que frequentemente alcancem imagens totalmente abstratas. O principal exercício na arte das mandalas consiste no fato do praticante construir suas mandalas pessoais, pois como nos mantras, nas cores e nos sonhos, cada elemento tem um significado particular, pessoal, unívoco.

A presente coleção de mandalas foi produzida em 2004, com leit motivs orgânicos, porém diagramados geometricamente partindo-se de uma forma matriz - uma espiral, dois ofídios - é parte dos resultados de pesquisas que realizo sobre este tema, sobre yantras, labirintos e simbologia de culturas autóctones. Tais estudos apontam para uma diagramação em séries de imagens que se organizam geometricamente, cumprindo funções mais lúdicas que mágicas, mais míticas que místicas e mais estéticas que estáticas.

As espirais complementares aqui presentes sugerem o próprio conceito de dualidade tão presentes em nossa vida: sim e não, dia e noite, ontem e amanhã, eu e você, tudo e nada, branco e preto, sempre e nunca, ying e yang, as polaridades positivas e negativas e mesmo os códigos binários, daí a opção em representá-las - desta vez - com os recursos digitais.

Tchello d'Barros
Dimensões físicas: infogravuras de 25 x 25 cm em papel fotográfico fosco.

Todos os direitos autorais
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