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Carioca, e morando na Cidade do Rio de Janeiro, pinto desde 1982, e comecei
como autodidata, entusiasmado pelos mestres Abelardo Zaluar e Augusto Rodrigues,
iniciei retratos com pastel oleoso, e após 6 meses, fui convidado por
Celina Rondom a expor em sua galeria: Galeria Divulgação e Pesquisa,
com 28 trabalhos.
Nos anos seguintes fiz várias exposições , já com
tinta a óleo; e em 1984, fiz seis meses de atelier livre de pintura com
Luiz Àquila, no Parque Lage, e participei da mostra - "Como Vai
Você, Geração 80?" .
Nesta mesma época, em 1984, desenvolvi um trabalho com internos do Hospital
D. Pedro II, com o grupo de trabalho da Da. Nize da Silveira, convidado pelo
Dr. Luiz Barbosa, Diretor do Museu do Inconsciente na época. Uma passagem
muito enriquecedora, em minha vida como ser, e como artista, foi o trabalho
que desenvolvi naquele lugar. O contato direto com um outro estado do ser, a
Loucura, que me fez alavancar potencialidades, no convívio do reflexo
deste rico e doloroso caminho de experiência dos doentes e minha, como
ferramenta de terapia.
Em 20 anos de pintura, passei por inúmeras fases com o meu trabalho:
desde retratos expressionistas, palhaços, duendes, músicos, em
um expressionismo alemão, folvista, sempre pintando com cores primárias,
quentes e frias, cores chapadas, passando por um trabalho abstrato geométrico
informal, mas sempre a figura humana como referência.
Na penúltima exposição, à uma ao figurativismo reorganizando
as origens de minha pintura. Em minha última exposição
ocorreu no final de 2004 até meados de janeiro do corrente ano, com tinta
acrílica, uma exposição sobre peixes, em um total de 10
telas. Esta exposição representou a fase mais madura de minha
carreira como pintor, e surgiu nas experimentações de novos materiais,
como a tinta acrílica, que tive que optar por ordem médica, trabalhei
por mais de 20 anos com óleos. Outra nova experimentação
em meus trabalhos foram os projetos eu os desenvolvi no computador, fazendo
pesquisas de formas e cores, surgindo idéias dos Peixes e figuras do
Mar.
Fui músico profissional e toquei violino, na orquestra Sinfônica
Juvenil do Teatro Municipal e, violoncelo na Orquestra Sinfônica Nacional.
Até meados deste ano toquei violão, com o Grupo de Choro da Escola
Portátil de Música, com Maurício Carrilho, Paulo Aragão
e outros.
(Jaime Fernando)
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