A Garganta da Serpente
Acervo da Sala das Najas Egas Francisco
(15.02.04 / 14.03.04)

Minha Pintura, Meu Espelho - Egas Francisco

e-mail

Para um pintor o dia começa com o sol iluminando a janela e a nudez de uma tela exposta à volúpia, pronta a ser possuída, desafiando do alto do cavalete a sensibilidade e os nervos do artista.
Nas paredes outros quadros conspiram, movem-se em duelo mágico convocando a loucura.
É nesse clima que o trigo é lançado, depois vem o vento doentio e sagrado, oriundo de sonhos secretos, resvala o trigo, mistura as cores, germina. É a materialização do sonho, o encontro do onírico com o real. Para o pintor, o dia não tem sentido sem a janela, a tela nua, o desenho matinal, seu desjejum.

(Egas Francisco)
"Réquiem para Hilda Hilst"
(óleo sobre tela - 120 x 100 cm - 2004)

Todos os direitos autorais
são reservados aos autores
das obras expostas.

voltar ao acervo
2829
Copyright © 1999-2017 - A Garganta da Serpente