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A Garganta da Serpente
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INTRODUÇÃO

Na origem, a literatura de todos os povos foi oral. Apesar de originar-se etimologicamente da palavra letra (do latim, littera, letra), a Literatura surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem ainda desconhecia a escrita e vivia em tribos nômades, à mercê das forças naturais que ele tentava entender através dos primeiros cultos religiosos. Lendas e canções eram transmitidas de forma oral através das gerações. Com o advento da escrita, as paredes das cavernas começaram a receber pinturas e desenhos simbólicos que passaram a registrar a tradição oral. Mais tarde surgiriam novas formas para armazenar essas informações, como as tabuletas, óstracos, papiros e pergaminhos. Dessa maneira, as primeiras obras literárias conhecidas são registros escritos de composições oriundas de remota tradição oral.

A maior parte da literatura ocidental antiga se perdeu. Cada uma das cinco civilizações mais antigas que se conhecem - Babilônia e Assíria, Egito, Grécia, Roma e a cultura dos israelitas na Palestina - entrou em contato com uma ou mais dentre as outras. Nas duas mais antigas, a assírio-babilônica, com suas tábulas de argila quebradas, e a egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação direta com a idade moderna. Na Babilônia, porém, se produziu o primeiro código completo de leis e dois épicos de mitos arquetípicos - o Gilgamesh e o Enuma Elish que vieram a ecoar e ter desdobramentos em terras bem distantes. O Egito, que detinha a intuição mística de um mundo sobrenatural, atiçou a imaginação dos gregos e romanos. Da cultura hebraica, a principal herança literária para o Ocidente veio de seus primeiros manuscritos, como o Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo mantivera-a afastada dos gregos e romanos.

Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egito, a literatura grega não tem antecedentes diretos e aparentemente se originou em si mesma. Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento e escolha de verso e métrica.

A chamada literatura clássica, que engloba toda a produção greco-romana entre os séculos V a.C. e V d.C., vai influenciar toda a literatura do Ocidente. Preservadas, transformadas, absorvidas pela tradição latina e difundidas pelo cristianismo, as obras da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa e das regiões colonizadas pelos europeus. Todos os gêneros importantes de literatura - épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa - foram criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões secundárias.

ESCOLAS LITERÁRIAS

No estudo da literatura, costuma-se dividir a produção literária de um país em Eras, e essas Eras se dividem em fases menores, chamadas de escolas literárias ou estilos de época.

As escolas literárias delimitam períodos da história da literatura nos quais o contexto político-econômico e os fatores sócio-culturais se manifestam no comportamento, nos costumes, na arte e, portanto, na produção literária vigente, refletindo um conjunto de características comuns que impregnam as obras dos diversos autores, tanto no tocante à linguagem, quanto aos temas e à maneira de conceber o mundo e expressar a realidade. Dessa forma, os marcos divisórios das escolas literárias costumam coincidir com as grandes transformações históricas vividas num país. Todavia, cabe ressaltar que, evidentemente, dentro de cada estilo de época, existem também os estilos pessoais de cada autor.

Como as primeiras manifestações literárias brasileiras datam do século XVI, vamos iniciar nossa abordagem pela Era Medieval da literatura portuguesa, que compreende o Trovadorismo e o Humanismo, que refletem o período em que Portugal se consolidava como Estado-Nação e a língua portuguesa adquiria independência do galego. Depois, vamos iniciar a abordagem do Quinhentismo brasileiro ao mesmo tempo em que Portugal inicia o Renascimento.




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