A Garganta da Serpente
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La Fontaine
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Jean de La Fontaine


O rato e o elefante
(La Fontaine)

Um mínimo ratinho, ao ver um elefante
Dos de vulto maior - quadrúpede gigante -
A motejar se pôs do caminhar causado
Do famoso animal, que no dorso elevado,
Como em terceiro andar, tranqüilo conduzia,
Com sultana gentil de ilustre hierarquia,
O seu gato, o seu cão, sua velha companheira,
Um papagaio e um mono, a sua casa inteira,
Que iam de romaria.

O mísero ratinho
Pasmava ao ver o povo atento no caminho
A contemplar absorto aquela enorme massa:
- Como se o ocupar maior ou menor praça
Tirasse -
ele dizia - ou importância desse!
Homens, que admirais vós num animal como esse?
O volume será, do corpo seu robusto,
Que infantes apavora e os faz tremer de susto?
Nem um só grão, sequer, nós nos prezamos menos
Que um elefante, nós, que somos tão pequenos
!

E mais ainda o rato iria grazinando,
Se o gato, da gaiola um lesto salto dando,
Não lhe houvesse mostrado, em menos de um instante,
Que diferença vai de um rato a um elefante.

(fonte: "Fábulas de La Fontaine". Tradução: Lopes Cardoso
Rio de Janeiro: Editora Brasil-América - EBAL - SA, 1985)

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