A Garganta da Serpente
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Leonardo da Vinci
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O falcão e o pato
(Leonardo da Vinci)

Sempre que partia à caça de patos, o nobre falcão ficava furioso. Os patos quase sempre conseguiam fazê-lo de tolo, mergulhando sob a água na última hora e permanecendo submersos por mais tempo do que ele podia pairar no ar à espera.

Certa manhã, o falcão resolveu tentar novamente. Depois de rodar em círculos durante algum tempo, para analisar a situação e escolher atentamente o pato que pretendia apanhar, a nobre ave de rapina atacou-o com a velocidade de um raio. Mas o pato foi mais rápido e mergulhou a cabeça.

- Desta vez eu vou atrás de você - gritou o falcão enfurecido. E mergulhou também.

O pato, vendo o falcão debaixo d'água, tomou um impulso com o rabo, subiu a superfície, abriu as asas e começou a voar. As penas do falcão estavam encharcadas e ele não conseguiu voar.

Os patos sobrevoaram-no dizendo:

- Adeus, falcão! Nós podemos voar no seu céu, mas na nossa água você afunda!

(fonte: Leonardo da Vinci. "Fábulas e Lendas", interpretadas e
transcritas por Bruno Nardini. São Paulo: Círculo do Livro S.A., 1972)

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