Entrevista com:
- Gabriel Perissé -
Entrevista concedida a Rodrigo de Souza Leão para o Balacobaco
Mestre em Literatura Brasileira pela USP e Doutorando em Educação
pela USP. Autor do livro Ler, Pensar e Escrever Coordenador-Geral da Ong literária
Projeto Mosaico. Escreve para vários jornais e revistas, tais como www.esfera.net
e www.correiocidadania.com.br
É possível aprender a ser um escritor profissional na escola?
E via internet, é mais difícil?
Escritor aprende a ser escritor com outros escritores, na praça, na
sala de aula, na escola ou na rua, na internet ou de que forma for. Ser escritor,
e escritor profissional é tarefa árdua. Além do exemplo
de outras pessoas, é preciso querer, querer, escrever, escrever, esperar
e esperar.
Você tem um programa no canal comunitário de São Paulo.
O que o seu programa difere de outros programas?
O programa de Tv Ler, Pensar e Escrever, que é transmitidos todos os
sábados às 11 e 30 da manhã pelo Canal Comunitário
de São Paulo (Canal 14 da NET e da TVA) assemelha-se ao do Prof. Pasquale
mas tem a sua própria cara. Só vendo.
O seu livro tem o título de LER, PENSAR E ESCREVER. Cada vez se escreve
mais e se lê menos. Em que tal fato prejudica o pensar?
A leitura bem feita é motivo e ocasião de reflexão, e
só quem pensa bem escreve bem.
Como são os cursos virtuais que ministra?
Numa sala de conversação particular ou através do ICQ
ou pela troca de e-mails professor e alunos conversam sobre a arte de escrever.
É um diálogo socrático, mas na era eletrônica.
O que é necessário para ministrar cursos na internet?
A compreensão do ritmo próprio da internet. Uma aula ao vivo
requer uma linguagem. A aula pela internet outra. O ambiente condiciona a linguagem
que usamos.
O que é necessário para ser um escritor?
Transbordar!
Quantos escritores foram formados pela sua escola? Algum nome já
é sucesso?
O sucesso não é nossa preocupação. Publicamos em
7 antologias mais de 100 pessoas com textos interessantes, e alguns muito bons.
Seria interessante que as editoras apostassem nos escritores que iniciam sua
formação na Escola de Escritores. Um bom exemplo, porém,
foi a Editora Rocco, que publicou uma nossa ex-aluna, Stella Florence: "Hoje
acordei gorda".
Qual o papel do escritor na sociedade?
Iluminar. O escritor não resolve nada, mas com palavras que brilham
mostra melhor a realidade.
(2002)
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