A Garganta da Serpente
ajuda
 
 
  versão para impressãorecomende esta página
Pequeno
saiba mais sobre o autor


Cordel Assombrado
(Pequeno)

Dou conta dessa história
Recorrendo, com certeza
Aos meandros da memória
Detalhando com riqueza
Esse evento já distante
Saibam, muito importante
Sobre a minha natureza!

Eu trago a mais pura verdade
Nada disso é ficção
Contava com pouca idade
Encarava assombração
Quem tem origem no agreste
Não teme cabra da peste
Que dirá aparição

Toda noite de lua cheia
Corria na cidadela
Que a coisa era muito feia
Quem via era presa dela
Mas nunca dei pelo assunto
Pois quem chora por defunto
É carpideira banguela.

Mas olha, naquele dia
Sem avisar, de repente
Até preguiçoso corria
Levando com ele o valente
Da dita alma penada
Tocando aquela manada
De gente e comigo à frente

Corri feito potro no trote
que cavalo desembestado
Um gelo no pé do cangote
Ao ver a maldita ao meu lado
O pavor daquilo era tanto
Que chamei todo nome santo
Que eu sei canonizado

Conto hoje essa história
Do extinto povoado
Trago o fato na memória
É parte do meu passado
Se você não crê em nada
Em caso de alma penada
Olha depressa pro lado.

11078 visitas desde 7/04/2009
xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx xxx

   
 
Últimos cordéis:

Sikhismo
(Alfred' Moraes)

U$a e abusa....
(Gustavo Dourado)

Jainismo
(Alfred' Moraes)

Nossa Imprensa de cada dia...
(Gustavo Dourado)

O judaísmo
(Alfred' Moraes)

Noel Rosa: Poeta da Eterna Vila
(Gustavo Dourado)


» Todos os cordéis

» Listar autores

» Artigos relacionados



Copyright © 1999-2013 A Garganta da Serpente
Direitos reservados aos autores  •  Termos e condições  •  Fale Conosco www.gargantadaserpente.com