A Garganta da Serpente
Cobra Cordel literatura de cordel
  • aumentar a fonte
  • diminuir a fonte
  • versão para impressão
  • recomende esta página

Cordel Assombrado

(Pequeno)

Dou conta dessa história
Recorrendo, com certeza
Aos meandros da memória
Detalhando com riqueza
Esse evento já distante
Saibam, muito importante
Sobre a minha natureza!

Eu trago a mais pura verdade
Nada disso é ficção
Contava com pouca idade
Encarava assombração
Quem tem origem no agreste
Não teme cabra da peste
Que dirá aparição

Toda noite de lua cheia
Corria na cidadela
Que a coisa era muito feia
Quem via era presa dela
Mas nunca dei pelo assunto
Pois quem chora por defunto
É carpideira banguela.

Mas olha, naquele dia
Sem avisar, de repente
Até preguiçoso corria
Levando com ele o valente
Da dita alma penada
Tocando aquela manada
De gente e comigo à frente

Corri feito potro no trote
que cavalo desembestado
Um gelo no pé do cangote
Ao ver a maldita ao meu lado
O pavor daquilo era tanto
Que chamei todo nome santo
Que eu sei canonizado

Conto hoje essa história
Do extinto povoado
Trago o fato na memória
É parte do meu passado
Se você não crê em nada
Em caso de alma penada
Olha depressa pro lado.


LEIA OUTROS CORDÉIS DESTE AUTOR:
Selecione o ckeckbox ao lado para abrir os cordéis em uma nova janela
Copyright © 1999-2017 - A Garganta da Serpente
http://www.gargantadaserpente.com