A Garganta da Serpente
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Poeta_Assassino

Luísa

(Poeta_Assassino)

Ela entrou no seu mundo, quebrou a inocência, despertou o seu amor, doce e cautelosa, calma e carinhosa.

Ele estava só. À parte, refugiado no conhecimento, rodeando-se de tecnologia, como uma barreira de espinhos impedindo a passagem de sentimentos, o seu coração mascarado de pedra, as feridas ainda vertendo sangue sob esse logro manufacturado.

Mas as defesas, perante Ela, caíram, desfeitas, rasgadas... A visão do amor alcançou-o, e, renascido, o seu coração acordou, sentiu-a, um raio de sol, o calor, a sua voz iluminando-o, fazendo-o esquecer as memórias de outros tempos, de outras alturas...

A solidão que o assolava, não sabendo de onde nem porquê tal inimigo mortal o rodeava, gelado e eterno, o abraço da morte que lhe parecia favorável, foi depressa posto para trás, afastado, derrotado...

A sua mente pulsa, criando pensamentos sobre Ela, a ansiedade aumentando a cada dia que passa, o desejo e o amor e a paixão expandindo-se em direcções inimagináveis, os pequenos problemas e desentendimentos do dia a dia esbatidos ao fundo, sem sentido, para sempre ignorados, agora que a felicidade o alcança, quando a esperança é recompensada, e o amor é consumado.

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