A Garganta da Serpente
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Necrofilia

(Edemilson Reis)

Um tarado vai ao cemitério e como era um "excêntrico" procurava um prazer estranho ao resto do contingente populacional.

Ele então olha em volta da escuridão e não encontra nenhuma inscrição com nome feminino.

Caminha em direção ao necrotério do cemitério onde se guarda os corpos que ainda não foram enterrados e com um instrumento qualquer que carregara nas mãos e que não podia ser visualizado pela tamanha escuridão solitária do local.

Abre facilmente, diga-se de passagem, com muita facilidade e experiência; vê corpos em "geladeiras" examina todos e não se interessa por nenhum e numa fração ele caminha a uma sala semi-aberta ao corredor dos corpos e encontra uma "geladeira" especial, distinta, quase escondida e sem inscrição. Como curioso e caçador de um suculento presunto a contempla por um instante com certa admiração e resolve abrir e toma um susto interessante.

Sua filha Tricellis era a vítima, mas apenas soube que morrera agora, ou seja, há anos não a via e como ele guardara um desejo contido por sua filha durante todos aqueles 23 anos e ela parecia tão bela gélida e com os olhos não vivos.

Tricellis era uma jovem loira, esguia e cheia de vida até estar ali, mas mesmo assim seu pai preferia-a assim indefesa, inocente e indolor a sua "sujeira" já que nem ele compreendia suas taras desumanas e totalmente vis e imorais.

Ele então começou a tocar aquele corpo áspero, a tez descorada parecia subir seu sexo, aqueles lábios petrificados eram mais sedosos ele mesmo provou mil beijos durante aquele jogo de sedução, sua vestimenta natural a dava um sóbrio ébrio prazer ele começou a beijar cada pedaço e como num vulto a relação fluía mais gostosa a cada vez mais que tal dominava os istmos daquela jovem.

Ele já cansado das preliminares despe-se e com a fome de estuprador vence as barreiras do sexo da morta e começa a estocar levemente e fortemente.

Começa então a ir e voltar continuamente e com um certo prazer geme, troca de posição várias vezes e como se algo o tomasse não consegue mais parar de transar.

Seu pecado duplo não o comove ele tem uma fome de imediata loucura.

Então começa a gozar e de imediato tira o membro e com um entusiasmo perene diz para si próprio: sou o diabo em pessoa travestido da alma torpe, vil masculina.

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